cobiçando
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus' (desejoso).
Origem
Do latim 'cupiditas', que se refere a um desejo veemente, avidez ou ganância.
Mudanças de sentido
Fortemente ligada a desejos considerados pecaminosos, como a luxúria e a ganância, sendo um dos sete pecados capitais.
Mantém o sentido de desejo intenso, mas é frequentemente explorada em narrativas literárias e reflexões morais, como um impulso humano a ser controlado ou compreendido.
O sentido original de desejar intensamente algo que pertence a outrem ou que é difícil de obter permanece inalterado em seu uso formal.
A palavra 'cobiçando' é encontrada em textos literários, jurídicos (referindo-se a bens ou direitos) e em discussões sobre ética e moralidade, onde o desejo excessivo é visto como problemático.
Primeiro registro
Registros em textos antigos da língua portuguesa já demonstram o uso do verbo 'cobiçar' e suas derivações, refletindo a influência do latim.
Momentos culturais
Presente em sermões e textos religiosos como um dos vícios a serem combatidos.
Explorada em obras literárias para descrever paixões humanas, ambições e desejos proibidos.
A palavra 'cobiçando' pode aparecer em letras de música, novelas e filmes para retratar conflitos de desejo, inveja ou ambição desmedida.
Conflitos sociais
A cobiça é frequentemente associada a conflitos sociais decorrentes da desigualdade, inveja e disputas por bens ou poder.
Vida emocional
Carrega um peso negativo, associada a sentimentos como inveja, ganância e desejo insaciável. É vista como uma emoção destrutiva quando não controlada.
Comparações culturais
Inglês: 'coveting' (desejar intensamente algo que pertence a outrem, frequentemente com conotação moral ou religiosa, como nos Dez Mandamentos). Espanhol: 'codiciando' (derivado do latim 'cupiditas', com sentido muito similar de desejar ardentemente, com ênfase na ganância ou luxúria). Francês: 'convoitant' (também derivado do latim, com sentido de desejar ardentemente, muitas vezes bens materiais).
Relevância atual
A palavra 'cobiçando' mantém sua relevância em discussões sobre ética, moralidade, literatura e direito. Seu uso formal a distingue de termos mais coloquiais para desejo, preservando uma conotação de intensidade e, por vezes, de ilicitude ou imoralidade.
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim 'cupiditas', que significa desejo intenso, avidez, ganância. O verbo 'cobiçar' surge em português a partir dessa raiz.
Evolução de Sentido e Uso
Idade Média - Associada a desejos pecaminosos e mundanos. Período Moderno - O sentido se mantém, mas a palavra ganha espaço em contextos literários e religiosos, frequentemente como um vício a ser evitado.
Uso Contemporâneo
Atualidade - A palavra 'cobiçando' (e seu verbo 'cobiçar') é formal e dicionarizada, mantendo seu sentido original de desejar intensamente algo alheio ou de difícil obtenção. É usada em contextos que vão do literário ao jurídico, passando por discussões éticas.
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus' (desejoso).