cobiçava
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus', 'cobiçoso'.
Origem
Do latim 'cupiditas', que significa desejo intenso, avidez, ganância.
Mudanças de sentido
Desejo intenso, avidez, ganância, frequentemente com conotação negativa e associado a pecado.
Mantém o sentido de desejo forte, podendo ser aplicado a bens, poder ou pessoas.
Expressa um desejo intenso, formal e dicionarizado, com menos carga moral explícita que em períodos anteriores, mas ainda indicando forte ânsia.
No português brasileiro contemporâneo, 'cobiçava' é usada em contextos literários, jornalísticos e cotidianos para descrever um anseio profundo por algo ou alguém, sem a condenação moral automática que poderia existir em épocas de forte influência religiosa.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, derivados do latim 'cupiditas'.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que exploram paixões humanas, ambições e pecados capitais, como em cantigas e crônicas.
Utilizada em romances e contos para descrever os desejos e anseios dos personagens, muitas vezes em conflito com normas sociais ou morais.
Vida emocional
Associada a sentimentos de forte desejo, ânsia, e em alguns contextos, inveja ou ganância.
Comparações culturais
Inglês: 'coveted' (desejado, cobiçado, frequentemente por algo valioso ou raro) ou 'craved' (desejado intensamente, com mais ênfase na ânsia pessoal). Espanhol: 'codiciaba' (derivado do latim 'cupiditas', similar em sentido de desejo intenso e ganância). Francês: 'convoitait' (desejava ardentemente, cobiçava).
Relevância atual
A palavra 'cobiçava' mantém sua relevância como um termo formal para descrever um desejo profundo e intenso, sendo utilizada em contextos que vão desde a literatura e a imprensa até discussões sobre aspirações pessoais e materiais no português brasileiro.
Origem Latina e Primeiros Usos
Século XIII - Deriva do latim 'cupiditas', que significa desejo intenso, avidez, ganância. Inicialmente, o termo em português refletia um desejo forte, muitas vezes com conotação negativa.
Evolução do Sentido e Uso
Idade Média ao Século XIX - A palavra 'cobiçar' e suas formas conjugadas, como 'cobiçava', mantiveram um sentido de desejo ardente, frequentemente associado a bens materiais, poder ou pessoas, com nuances que podiam variar de um forte anseio a uma ganância pecaminosa, dependendo do contexto religioso e social.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XX e Atualidade - 'Cobiçava' continua a ser uma palavra formal e dicionarizada, utilizada para expressar um desejo intenso. No português brasileiro, mantém sua carga semântica original, podendo ser aplicada a objetos, status, ou até mesmo a sentimentos e qualidades, sem necessariamente carregar o peso moral extremo da Idade Média, mas ainda indicando uma forte ânsia.
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus', 'cobiçoso'.