codícia

Do latim 'cupiditas, -atis', derivado de 'cupidus', que significa 'desejoso'.

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'cupiditas', que significa desejo, avidez, ganância. Deriva de 'cupidus' (desejoso), que por sua vez vem de 'cupere' (desejar ardentemente).

Mudanças de sentido

Período Medieval

Associada frequentemente a um dos sete pecados capitais (avareza), com forte conotação negativa e moral. Era vista como um desejo desordenado e pecaminoso.

Séculos Posteriores

Mantém o sentido de desejo excessivo e ganância, mas pode ser usada em contextos mais amplos para descrever uma ambição desmedida, não necessariamente pecaminosa, mas ainda assim vista com desconfiança.

A palavra 'codícia' raramente sofreu ressignificações positivas. Seu peso semântico sempre esteve ligado à ideia de excesso e descontrole no desejo, especialmente por bens materiais, poder ou status.

Primeiro registro

Formação do Português

Presente em textos antigos da língua portuguesa, como em crônicas e textos religiosos, onde o conceito de 'codícia' como vício era amplamente discutido. (Referência: corpus_literatura_medieval_portuguesa.txt)

Momentos culturais

Literatura Clássica e Medieval

Frequentemente encontrada em obras literárias que abordam temas morais, religiosos e de crítica social, como em sermões, alegorias e narrativas sobre a condição humana e seus vícios.

Século XX e XXI

A palavra 'codícia' aparece em obras que exploram a ganância corporativa, a corrupção e os excessos do capitalismo, como em filmes, séries e romances contemporâneos.

Conflitos sociais

Diversos Períodos Históricos

Associada a conflitos gerados pela desigualdade social, exploração e acúmulo de riqueza por poucos, onde a 'codícia' é vista como motor de injustiças e opressão.

Vida emocional

Desde a Origem

Carrega um peso emocional negativo, associada a sentimentos de avareza, ganância, insatisfação crônica e, em contextos religiosos, pecado. É uma palavra que evoca repulsa e desaprovação.

Comparações culturais

Universal

Inglês: 'Greed' (ganância, cobiça) e 'Covetousness' (cobiça, desejo excessivo). Espanhol: 'Codicia' (mantém o sentido latino e português). Francês: 'Cupidité' (diretamente do latim 'cupiditas'). Alemão: 'Gier' (ganância, avidez).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'codícia' permanece relevante em discussões sobre ética, economia, política e comportamento humano. É utilizada para criticar o acúmulo excessivo de riqueza, a exploração e a falta de escrúpulos em busca de poder ou dinheiro. Sua conotação negativa é amplamente compreendida.

Origem Etimológica

Deriva do latim 'cupiditas', que significa desejo, avidez, ganância, relacionado a 'cupidus' (desejoso). A raiz remonta ao latim 'cupere' (desejar ardentemente).

Entrada e Consolidação no Português

A palavra 'codícia' foi incorporada ao vocabulário português através do latim, mantendo seu sentido original de desejo excessivo, especialmente por bens materiais ou poder. Sua presença é notada desde os primeiros registros da língua.

Uso Contemporâneo

Em uso formal e literário, 'codícia' mantém seu significado de desejo insaciável e ganância. É frequentemente associada a contextos morais, religiosos ou de crítica social, denotando um vício.

codícia

Do latim 'cupiditas, -atis', derivado de 'cupidus', que significa 'desejoso'.

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