cogito
Do latim 'cogito', primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo 'cogitare' (pensar).↗ fonte
Origem
Do verbo latino 'cogito, cogitare', que significa 'pensar', 'refletir', 'imaginar'. É a primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo.
Mudanças de sentido
Entrada no vocabulário filosófico ocidental, popularizada por René Descartes como a base da certeza existencial ('Penso, logo existo'). O 'cogito' cartesiano representa a autoconsciência como ponto de partida para o conhecimento.
O uso de 'cogito' como substantivo em português remete diretamente a essa formulação filosófica, designando o próprio ato ou o conteúdo do pensamento como prova da existência.
Mantém o sentido filosófico, mas é raramente usado em conversas cotidianas. Sua presença é mais forte em textos acadêmicos, ensaios e discussões sobre filosofia da mente ou epistemologia. É uma palavra formal e dicionarizada, sem ressignificações populares significativas.
A palavra 'cogito' é identificada como uma 'Palavra formal/dicionarizada' no contexto fornecido, indicando seu status em registros linguísticos formais e sua ausência em gírias ou usos informais.
Primeiro registro
A popularização do termo em português se dá com a tradução e disseminação das obras de René Descartes, a partir do século XVII, consolidando seu uso no meio acadêmico e filosófico.
Momentos culturais
A máxima 'Cogito, ergo sum' de Descartes torna-se um marco na filosofia ocidental, influenciando o pensamento sobre a razão, a consciência e a existência. A palavra 'cogito' passa a ser sinônimo dessa reflexão fundamental.
O termo é frequentemente citado em debates sobre existencialismo, fenomenologia e filosofia da mente, mantendo sua relevância em círculos intelectuais.
Comparações culturais
Inglês: 'Cogito' é usado de forma similar, principalmente em referência ao 'Cogito, ergo sum' de Descartes e em contextos filosóficos. O verbo 'to cogitate' existe, mas é arcaico e formal. Espanhol: 'Cogito' também é reconhecido em seu sentido filosófico cartesiano. O verbo 'coger' (em alguns contextos) pode ter significados diferentes e não relacionados ao ato de pensar, mas o termo 'cogito' em si mantém a conotação filosófica. Francês: 'Cogito' é a palavra original de Descartes ('Je pense, donc je suis'), mantendo forte ligação com a filosofia francesa.
Relevância atual
A palavra 'cogito' mantém sua relevância em âmbitos acadêmicos e filosóficos, sendo um termo técnico para o ato de pensar ou a consciência. Fora desses círculos, seu uso é raro, mas a referência ao 'Cogito, ergo sum' é amplamente conhecida, conferindo à palavra um peso histórico e intelectual significativo.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XVII - Derivado do latim 'cogito, cogitare', que significa 'pensar', 'refletir'. A palavra entra no português como um termo filosófico, especialmente associado ao 'Cogito, ergo sum' (Penso, logo existo) de René Descartes.
Uso Filosófico e Literário
Séculos XVII - XIX - Utilizado predominantemente em contextos acadêmicos e literários para se referir ao ato de pensar, à consciência ou ao raciocínio. Sua forma substantivada é menos comum que o verbo 'cogitar'.
Uso Contemporâneo e Dicionarizado
Século XX - Atualidade - A palavra 'cogito' é formalmente registrada em dicionários como um substantivo que denota o pensamento ou o ato de pensar. É uma palavra de uso restrito, mais comum em textos filosóficos, acadêmicos ou em citações específicas.
Do latim 'cogito', primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo 'cogitare' (pensar).