coisa-pouca
Combinação das palavras 'coisa' e 'pouca'.
Origem
Formação a partir da junção do substantivo 'coisa' (do latim 'res') com o adjetivo 'pouco' (do latim 'paucus'). A combinação expressa diretamente a ideia de escassez ou insignificância.
Mudanças de sentido
Predominantemente usado para indicar algo de valor material ou moral baixo, ou em quantidade mínima. Ex: 'Não tenho coisa-pouca para lhe oferecer'.
O sentido original se mantém, mas a expressão adquire um tom mais informal e coloquial. Pode ser usada com ironia ou até mesmo com um certo carinho, dependendo do contexto e da entonação. Ex: 'Ele é um bom amigo, um sujeito coisa-pouca, mas leal'.
Primeiro registro
Registros em documentos e literatura da época indicam o uso da expressão em seu sentido literal de pequena quantidade ou valor. (Referência: corpus_linguistico_historico.txt)
Momentos culturais
A expressão aparece em diversas obras da literatura brasileira e em canções populares, reforçando seu caráter coloquial e sua presença no imaginário popular.
Vida digital
A expressão 'coisa-pouca' é utilizada em redes sociais e fóruns online, geralmente em contextos informais, humorísticos ou para descrever situações de escassez de forma leve.
Pode aparecer em comentários de posts sobre promoções, ofertas ou em discussões sobre a quantidade de algo.
Comparações culturais
Inglês: 'Trifle', 'small fry', 'next to nothing'. Espanhol: 'Una cosita', 'algo insignificante', 'una miseria'. A construção composta é mais característica do português.
Relevância atual
A expressão 'coisa-pouca' mantém sua relevância no português brasileiro como um marcador de informalidade e coloquialidade. É uma forma expressiva e econômica de comunicar a ideia de escassez ou pouca importância, frequentemente usada em conversas do dia a dia.
Origem e Formação
Século XVI - Formação a partir da junção do substantivo 'coisa' com o adjetivo 'pouco', indicando uma quantidade ou valor reduzido. Deriva do latim 'res' (coisa) e 'paucus' (pouco).
Consolidação do Sentido
Séculos XVII-XIX - Uso consolidado para denotar algo de escassa quantidade, valor insignificante ou pouca importância. Presente em textos literários e cotidianos.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade - Mantém o sentido original, mas ganha nuances de ironia, informalidade e, por vezes, afeto em contextos específicos. Amplamente utilizado na oralidade brasileira.
Combinação das palavras 'coisa' e 'pouca'.