Palavras

coisas-insignificantes

Composto de 'coisas' (plural de coisa) e 'insignificantes' (plural de insignificante).

Origem

Latim Vulgar

'Coisa' do latim 'causa' (causa, motivo, questão). 'Insignificante' do latim 'insignificans' (que não tem marca, que não tem valor, sem importância).

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Sentido literal de 'algo sem marca ou valor intrínseco'.

Séculos XVII-XIX

Uso para descrever trivialidades, detalhes sem importância em narrativas ou discussões.

Séculos XX-XXI

O sentido se mantém, mas a percepção do que é 'insignificante' pode variar drasticamente dependendo do contexto social, econômico e informacional. → ver detalhes

Na era digital, a quantidade massiva de informações pode fazer com que muitos dados antes considerados relevantes se tornem 'coisas insignificantes' em meio ao ruído. Por outro lado, o que antes era insignificante pode ganhar relevância através de movimentos sociais ou da viralização digital.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

A expressão, como unidade semântica, começa a aparecer em textos literários e administrativos do período de formação do português moderno, refletindo o uso do latim vulgar.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em romances realistas e naturalistas para descrever detalhes do cotidiano e da vida das classes menos abastadas, enfatizando a banalidade de certos aspectos.

Século XX

Utilizada em discussões filosóficas e existenciais sobre o sentido da vida e a importância das ações humanas.

Atualidade

Comum em discussões sobre minimalismo, organização pessoal e gestão de tempo, onde o objetivo é focar no que é essencial e descartar 'coisas insignificantes'.

Vida digital

Termo frequentemente usado em artigos e posts sobre produtividade e 'detox digital'.

Pode aparecer em memes ou discussões irônicas sobre a quantidade de informação irrelevante consumida online.

Hashtags como #coisasinutil, #trivialidades, #futilidades podem ser associadas em discussões sobre o tema.

Comparações culturais

Inglês: 'trivial matters', 'unimportant things', 'trifles'. Espanhol: 'cosas insignificantes', 'bagatelas', 'nimiedades'. Francês: 'choses insignifiantes', 'bagatelles'.

Relevância atual

A expressão continua sendo amplamente utilizada no português brasileiro para descrever aquilo que não possui valor, importância ou impacto significativo, seja em contextos práticos, sociais ou pessoais. Sua relevância reside na capacidade de categorizar e descartar o supérfluo em um mundo cada vez mais saturado de estímulos.

Formação do Português

Séculos XV-XVI — A expressão 'coisas insignificantes' surge com a consolidação do português como língua escrita, a partir do latim vulgar. 'Coisa' deriva do latim 'causa' (causa, motivo, questão), e 'insignificante' do latim 'insignificans' (que não tem marca, que não tem valor).

Consolidação e Uso

Séculos XVII-XIX — A expressão se estabelece na literatura e na linguagem cotidiana para denotar objetos, eventos ou assuntos de pouca relevância ou valor. O uso é predominantemente descritivo e neutro.

Modernidade e Contemporaneidade

Séculos XX-XXI — A expressão mantém seu sentido básico, mas ganha nuances com o avanço da sociedade de consumo e a proliferação de informações. O conceito de 'insignificante' pode ser relativizado.

coisas-insignificantes

Composto de 'coisas' (plural de coisa) e 'insignificantes' (plural de insignificante).

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