Palavras

com-muitas-palavras

Composição por justaposição de preposição, advérbio e substantivo.

Origem

Século XVI

Formação a partir do latim 'cum' (com) e 'multus' (muito), com o sentido literal de 'com muitas palavras'. A estrutura é uma aglutinação de palavras que reflete diretamente o significado.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Inicialmente, podia descrever tanto a eloquência admirável quanto a tagarelice inconveniente, dependendo do contexto e da intenção do falante.

Século XX

Predominantemente pejorativo, associado à verbosidade vazia, à falta de objetividade e à prolixidade desnecessária. → ver detalhes TEXTO_EXPANDIDO

No século XX, a expressão 'com muitas palavras' se solidifica como um rótulo para indivíduos que se expressam de forma prolixa, confusa ou que utilizam um vocabulário excessivo para mascarar a falta de conteúdo. É frequentemente usada em ambientes formais para criticar discursos políticos ou acadêmicos que carecem de clareza e concisão.

Anos 2000-Atualidade

Mantém o sentido pejorativo, mas ganha nuances humorísticas e de autocrítica. Popularizada na internet como forma de descrever a própria tendência a falar ou escrever em excesso, muitas vezes de forma irônica.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em crônicas e correspondências da época indicam o uso da expressão em seu sentido literal, embora a documentação formal seja escassa. O uso mais consolidado aparece em textos literários a partir do século XVII. (corpus_literatura_colonial.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que retratam personagens tagarelas ou discursos políticos inflamados, como em romances de Machado de Assis, onde a verbosidade é frequentemente satirizada. (corpus_literatura_brasileira_seculo_xix.txt)

Anos 1980-1990

Utilizada em programas de humor televisivo para caracterizar personagens excêntricos ou políticos que se enrolavam em seus próprios discursos. (representacoes_tv_antiga.txt)

Anos 2010-Atualidade

Viraliza em memes e posts de redes sociais, frequentemente em tom de autodepreciação ou para descrever a própria dificuldade em ser conciso. Hashtags como #commuitaspalavras ou #falandomuito aparecem com frequência. (vidaDigital)

Vida digital

Anos 2010-Atualidade

A expressão é amplamente utilizada em plataformas como Twitter, Instagram e TikTok. É comum em legendas de posts, comentários e em vídeos curtos onde o criador ironiza sua própria prolixidade ou a de outros. (redes_sociais_corpus.txt)

Anos 2010-Atualidade

Gera memes e figurinhas de aplicativos de mensagem, muitas vezes associada a situações de 'dar uma longa explicação' ou 'falar sem parar'. (memes_linguagem_digital.txt)

Anos 2010-Atualidade

Buscas online por 'como ser mais conciso' ou 'evitar falar demais' podem indiretamente refletir o uso e a percepção da expressão. (tendencias_busca_linguagem.txt)

Comparações culturais

Inglês: 'long-winded', 'verbose', 'wordy'. Espanhol: 'hablador', 'verborrágico', 'que habla mucho'. Francês: 'verbeux', 'bavard'. Italiano: 'verboso', 'chiacchierone'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'com muitas palavras' mantém sua relevância no português brasileiro, especialmente no ambiente digital, onde a concisão é valorizada, mas a prolixidade, muitas vezes irônica ou autodepreciativa, também encontra seu espaço. Continua sendo uma crítica comum a discursos que carecem de objetividade e clareza. (corpus_girias_regionais.txt)

Origem e Formação

Século XVI - Formação a partir do latim 'cum' (com) e 'multus' (muito), com o sentido literal de 'com muitas palavras'.

Evolução do Uso

Séculos XVII-XIX - Uso em contextos literários e coloquiais para descrever eloquência excessiva ou tagarelice. Século XX - Consolidação como expressão pejorativa para quem fala demais sem substância.

Uso Contemporâneo

Anos 2000-Atualidade - Persiste o sentido pejorativo, mas também surge em contextos humorísticos e de autodepreciação. Popularização na internet e redes sociais.

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Composição por justaposição de preposição, advérbio e substantivo.

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