comandita
Do francês 'commandite', derivado do italiano 'commendare' (recomendar, confiar).↗ fonte
Origem
Do italiano 'comandita', originado do latim medieval 'commendare' (confiar, entregar sob guarda). Refere-se a um acordo comercial onde um investidor confia capital a um mercador para um empreendimento.
Mudanças de sentido
O conceito evoluiu de um acordo informal de investimento para um tipo de sociedade comercial formalizada, com a distinção entre sócios que gerenciam e têm responsabilidade ilimitada e aqueles que apenas investem com responsabilidade limitada.
O termo 'comandita' solidificou-se como um termo jurídico específico para um tipo de sociedade comercial, com variações como 'comandita simples' e 'comandita por ações'.
A 'comandita simples' é aquela em que há sócios de responsabilidade ilimitada e de responsabilidade limitada. A 'comandita por ações' (S.C.A.) tem seu capital dividido em ações, com características mais próximas de uma sociedade anônima, sendo a forma mais comum no Brasil contemporâneo.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e comerciais brasileiros que discutem a organização de empresas e sociedades mercantis, refletindo a influência do direito europeu.
Momentos culturais
A discussão sobre sociedades em comandita era frequente em debates sobre o desenvolvimento econômico e a legislação empresarial no Brasil Imperial e na Primeira República.
Comparações culturais
Inglês: 'Limited partnership' (LP) ou 'commandite partnership'. Espanhol: 'sociedad en comandita'. Francês: 'société en commandite'. Italiano: 'società in comandita'. Todas referem-se a estruturas societárias similares com sócios de responsabilidade limitada e ilimitada.
Relevância atual
O termo 'comandita' mantém sua relevância no âmbito jurídico e financeiro, especialmente a 'Sociedade em Comandita por Ações' (S.C.A.), embora outras formas societárias como a Sociedade Limitada (Ltda.) sejam mais prevalentes no dia a dia empresarial brasileiro devido à sua simplicidade.
Origem Etimológica
Deriva do italiano 'comandita', termo que remonta ao latim medieval 'commendare', significando 'confiar', 'entregar sob guarda'. Refere-se a um tipo de contrato onde um mercador recebia capital de um ou mais investidores (commendanti) para realizar um negócio, compartilhando os lucros e riscos.
Entrada no Português
A palavra 'comandita' foi incorporada ao vocabulário jurídico e comercial português, provavelmente a partir do século XVIII ou XIX, com a expansão das práticas mercantis e a necessidade de formalizar diferentes tipos de sociedades comerciais. Sua entrada está ligada à influência do direito comercial europeu.
Uso Formal e Jurídico
A 'comandita' estabeleceu-se como um termo técnico no direito comercial, designando especificamente a sociedade em comandita, onde existem sócios comanditados (responsabilidade ilimitada) e sócios comanditários (responsabilidade limitada ao capital investido).
Uso Contemporâneo
Atualmente, o termo 'comandita' é predominantemente utilizado em contextos jurídicos e acadêmicos relacionados ao direito societário. A forma mais comum de sociedade em comandita no Brasil é a Sociedade em Comandita por Ações (S.C.A.), que possui características de sociedade anônima.
Do francês 'commandite', derivado do italiano 'commendare' (recomendar, confiar).