comecassem-a-possuir
Formado pela conjugação do verbo 'começar' (pretérito imperfeito do subjuntivo, 3ª pessoa do plural) + preposição 'a' + verbo 'possuir' (infinitivo).
Origem
Derivação de 'possidere' (pos- + sedere) e da construção verbal 'começar a' + infinitivo, comum na evolução do latim para as línguas românicas.
Mudanças de sentido
Predominantemente literal, referindo-se à aquisição de bens materiais, terras ou poder formal.
Mantém o sentido literal, mas pode ser usada metaforicamente para descrever o início de apropriação cultural, domínio de conhecimento ou conquista de direitos.
Em análises sociais contemporâneas, a expressão pode ser empregada para discutir processos de colonização, exploração ou a emergência de novas formas de poder e controle, onde o 'começar a possuir' transcende a esfera material para abranger o simbólico e o social.
Primeiro registro
Registros em documentos legais e crônicas medievais que descrevem a posse de terras e títulos. A forma verbal específica 'começassem a possuir' é uma construção gramatical que se consolidou com o desenvolvimento do português.
Momentos culturais
Utilizada em documentos para descrever o início da posse de terras pelos colonizadores e a exploração de recursos naturais.
Presente em obras literárias e jurídicas que tratam de questões de propriedade, herança e poder.
Comparações culturais
Inglês: 'began to possess' ou 'started to own'. Espanhol: 'empezaran a poseer' ou 'comenzaran a tener'. A estrutura verbal em português, com a preposição 'a' antes do infinitivo, é comum nas línguas românicas, diferindo do inglês que usa o infinitivo direto ou o gerúndio após verbos como 'start' ou 'begin'.
Relevância atual
A expressão 'começassem a possuir' é raramente usada isoladamente na linguagem cotidiana, sendo mais comum em contextos formais, acadêmicos ou históricos. Sua relevância reside na análise de processos de aquisição e domínio, tanto no sentido literal quanto figurado, em discussões sobre economia, direito, história e sociologia.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'possuir' deriva do latim 'possidere', composto por 'pos-' (muito, fortemente) e 'sedere' (sentar-se, estar assentado). A forma verbal 'começassem-a-possuir' é uma construção sintática que remonta à evolução do latim vulgar para o português, onde a preposição 'a' seguida do infinitivo indica o início de uma ação. A forma 'começassem' é a terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo 'começar', indicando uma ação hipotética ou desejada no passado.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média a Século XIX - A construção 'começassem a possuir' era utilizada em textos jurídicos, religiosos e literários para descrever o início da aquisição de bens, terras ou poder. O sentido era literal e formal, ligado à posse legal ou ao domínio territorial. Não há registros de um uso figurado proeminente neste período.
Uso Contemporâneo e Ressignificação
Século XX e Atualidade - A construção 'começassem a possuir' mantém seu sentido literal em contextos formais. No entanto, em discursos mais informais ou em análises sociais, pode ser usada para descrever o início de um processo de apropriação cultural, de domínio de conhecimento ou de conquista de direitos, muitas vezes com uma conotação crítica ou analítica. A forma verbal 'começassem' (subjuntivo imperfeito) confere um tom de possibilidade, desejo ou condição.
Formado pela conjugação do verbo 'começar' (pretérito imperfeito do subjuntivo, 3ª pessoa do plural) + preposição 'a' + verbo 'possuir' (in…