cometer-fraude
Locução verbal formada pelo verbo 'cometer' (do latim 'committere') e o substantivo 'fraude' (do latim 'fraus, fraudis').
Origem
Do latim 'fraus, fraudis', significando engano, dolo, trapaça. A locução 'cometer fraude' é a junção do verbo 'cometer' (do latim 'committere', realizar, praticar) com o substantivo 'fraude'.
Mudanças de sentido
Foco em fraudes comerciais, fiscais e de documentos.
Expansão para fraudes financeiras e corporativas.
Abrangência de fraudes digitais, cibercriminosas e de identidade. → ver detalhes
A digitalização trouxe novas formas de 'cometer fraude', como phishing, roubo de dados, fraudes em transações online e uso indevido de informações pessoais. A locução se adapta para descrever esses novos cenários, mantendo o núcleo de engano para vantagem indevida.
Primeiro registro
Registros em documentos legais e administrativos do período colonial brasileiro, como cartas de sesmarias, registros de comércio e processos judiciais que envolviam enganos em transações. (Referência: Corpus de Documentos Históricos do Brasil Colonial)
Momentos culturais
Frequentemente retratado em obras literárias e cinematográficas que abordam crimes e corrupção, como em romances policiais e filmes de máfia.
Presença constante em noticiários sobre escândalos políticos e financeiros, e em discussões sobre segurança digital e golpes online.
Conflitos sociais
Conflitos relacionados a fraudes em impostos e na distribuição de terras.
Debates sobre a necessidade de leis mais rigorosas contra fraudes financeiras, cibercriminosas e a proteção do consumidor contra golpes.
Vida emocional
Associada a sentimentos de desconfiança, indignação, raiva e a percepção de injustiça. Carrega um forte peso moral e social negativo.
Vida digital
Buscas frequentes por 'como evitar cometer fraude' e 'tipos de fraude'.
Termo amplamente utilizado em artigos, notícias e fóruns sobre segurança online e golpes.
Menos comum em memes, mas presente em discussões sobre esquemas e 'golpes' virais.
Representações
Presente em novelas, séries e filmes que retratam personagens que cometem fraudes financeiras, de identidade ou em esquemas complexos (ex: 'O Lobo de Wall Street', 'La Casa de Papel').
Comparações culturais
Inglês: 'to commit fraud'. Espanhol: 'cometer fraude'. Francês: 'commettre une fraude'. Italiano: 'commettere una frode'. O conceito e a locução são amplamente similares em línguas ocidentais devido à raiz latina e à universalidade do conceito de engano para benefício próprio.
Relevância atual
Extremamente relevante na atualidade, com o aumento de crimes cibernéticos e a necessidade de conscientização sobre segurança digital e financeira. A locução é usada tanto no contexto legal quanto no cotidiano para descrever atos ilícitos que visam enganar para obter vantagem.
Origem Latina e Primeiros Usos
Século XIII - O termo 'fraude' tem origem no latim 'fraus, fraudis', que significa engano, dolo, trapaça. A combinação 'cometer fraude' surge como uma locução verbal para descrever o ato de praticar esse engano.
Consolidação no Português Brasileiro
Período Colonial e Império - A locução 'cometer fraude' se estabelece no vocabulário jurídico e cotidiano do Brasil Colônia e Império, referindo-se a atos ilícitos em transações comerciais, tributárias e legais. Registros em documentos oficiais e relatos históricos da época.
Modernização e Digitalização
Século XX e XXI - Com a expansão do comércio, das finanças e, posteriormente, da internet, a locução 'cometer fraude' ganha novas dimensões, abrangendo fraudes bancárias, eletrônicas, de identidade e digitais. Aumenta a frequência de uso em notícias e discussões sobre segurança e crimes virtuais.
Locução verbal formada pelo verbo 'cometer' (do latim 'committere') e o substantivo 'fraude' (do latim 'fraus, fraudis').