completar-se-ia
Derivado do verbo 'completar' (latim 'complere') + pronome 'se' + desinência verbal '-ia'.
Origem
Deriva do latim 'complere' (encher, preencher, acabar). A construção 'completar-se-ia' é uma forma verbal do português, com o verbo 'completar', o pronome reflexivo 'se' e o futuro do pretérito '-ia'.
Mudanças de sentido
Expressava uma ação hipotética ou condicional que seria realizada. O sentido intrínseco do verbo 'completar' (terminar, finalizar) permaneceu, mas a nuance era a da irrealidade ou condição.
A forma verbal 'completar-se-ia' carrega a ideia de uma ação que não se concretizou ou que dependia de uma condição. O sentido de 'completar' em si é de finalização, mas a conjugação adiciona a camada de irrealidade ou futuro condicional.
A forma 'completar-se-ia' é vista como arcaica. O sentido de ação hipotética ou condicional é mantido pela forma 'se completaria', que se tornou a norma.
A palavra em si ('completar') mantém seu sentido de finalização. A mudança reside na forma gramatical usada para expressar a hipoteticidade, com a preferência pela próclise no português brasileiro contemporâneo.
Primeiro registro
Registros em textos literários e jurídicos da época, seguindo a gramática do português arcaico. (corpus_portugues_arcaico.txt)
Momentos culturais
Uso frequente em obras literárias de Machado de Assis, Aluísio Azevedo e outros, como parte da norma culta da época. (corpus_literatura_brasileira.txt)
Vida digital
A forma 'completar-se-ia' raramente aparece em buscas digitais, exceto em contextos acadêmicos ou de análise linguística. A forma 'se completaria' é a predominante em buscas e uso online.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura correspondente seria 'would be completed' ou 'it would complete itself', com o 'would' indicando a condicionalidade. Espanhol: A forma seria 'se completaría', que mantém a estrutura e o tempo verbal similares ao português brasileiro contemporâneo ('se completaria'). Francês: 'se compléterait'.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, a forma 'completar-se-ia' é considerada arcaica e de uso restrito à escrita formal ou literária com intenção de evocar um estilo antigo. A forma 'se completaria' é a norma padrão para expressar a ideia de uma ação hipotética ou condicional.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'completar' deriva do latim 'complere', que significa encher, preencher, acabar. A forma 'completar-se-ia' é uma construção verbal do português, combinando o verbo 'completar', o pronome reflexivo 'se' e o futuro do pretérito (condicional) 'ia'.
Evolução Gramatical e Uso Clássico
Séculos XIV a XIX - A estrutura 'verbo + pronome oblíquo átono' (como em 'completar-se-ia') era comum na norma culta, especialmente em posições pós-verbais. O futuro do pretérito ('-ia') expressava uma ação hipotética ou condicional.
Mudança na Norma Culta e Entrada no Português Brasileiro
Século XX - A norma culta do português brasileiro passou a preferir a próclise (pronome antes do verbo) em muitos contextos, especialmente com o uso de 'se' para indicar indeterminação do sujeito ou voz passiva sintética. A forma 'se completaria' tornou-se mais comum.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Anos 1980 - Atualidade - A forma 'completar-se-ia' é considerada arcaica e formal pela maioria dos falantes do português brasileiro. Seu uso é restrito a contextos literários muito específicos, citações históricas ou para evocar um tom deliberadamente formal ou antiquado. A forma predominante é 'se completaria'.
Derivado do verbo 'completar' (latim 'complere') + pronome 'se' + desinência verbal '-ia'.