comunicacao-enganosa
Composto de 'comunicação' (do latim 'communicatio, -onis') e 'enganosa' (do verbo 'enganar').
Origem
Raízes no conceito grego de retórica enganosa e no latim 'fallacia' (engano, ardil).
Combinação de raízes latinas 'communicatio' (compartilhar) e 'deceptio' (engano, fraude).
Mudanças de sentido
Associada à manipulação da verdade, sofisma, heresia e fraude moral/legal.
Ganha conotação estratégica em propaganda política e militar.
Ampliada para incluir desinformação digital, 'fake news', manipulação em massa e 'deepfakes'.
Primeiro registro
O termo exato 'comunicação enganosa' pode não ter um registro único e datado, mas a ideia de transmitir falsidades intencionalmente aparece em textos filosóficos, teológicos e jurídicos da época, em latim e nas línguas vernáculas emergentes. Referências a 'communicatio mendacii' ou equivalentes em línguas românicas.
Momentos culturais
Uso proeminente em discursos de guerra fria e propaganda política. A ascensão da mídia de massa (rádio, TV) amplifica o alcance.
Eleições presidenciais no Brasil (2018 e posteriores) marcam um pico de discussão sobre 'fake news' e 'comunicação enganosa' em larga escala via redes sociais. A cultura dos memes e a viralização de conteúdos falsos se tornam parte do cotidiano.
Conflitos sociais
Polarização política e social exacerbada pela disseminação de desinformação. Debates sobre regulação da internet, liberdade de expressão versus combate a notícias falsas. Impacto na confiança nas instituições e na mídia tradicional.
Vida emocional
Associada a sentimentos de desconfiança, raiva, medo, confusão e indignação. O termo carrega um peso negativo forte, indicando uma violação da confiança e da integridade.
Vida digital
Termos como 'fake news' e 'desinformação' são onipresentes. Buscas por 'como identificar fake news' disparam. Conteúdos enganosos viralizam rapidamente em plataformas como WhatsApp, Facebook, Instagram e TikTok. Criação de memes e conteúdos satíricos que ironizam a comunicação enganosa.
Origem do Conceito
Antiguidade Clássica - O conceito de comunicação enganosa, embora não com o termo exato, já existia em discursos filosóficos e retóricos sobre a manipulação da verdade e a persuasão. Referências a sofistas e à retórica como arte de convencer, por vezes à custa da verdade. → ver detalhes
Formação do Termo e Uso Inicial
Séculos XIV-XVI - A formação do termo 'comunicação enganosa' como o conhecemos hoje é gradual. O latim 'communicatio' (ato de compartilhar, tornar comum) e 'deceptio' (engano, fraude) começam a ser combinados em contextos que descrevem a transmissão intencional de falsidades. O português, como língua românica, herda essas raízes. → ver detalhes
Era Moderna e Massificação
Séculos XVII-XIX - Com o advento da imprensa e a crescente circulação de informações, a 'comunicação enganosa' ganha novas dimensões. Surgem termos como 'propaganda' e 'desinformação', que se aproximam do conceito. O uso em discursos políticos e militares se intensifica. → ver detalhes
Era Digital e Contemporaneidade
Séculos XX-XXI - A 'comunicação enganosa' explode com a internet e as redes sociais. Termos como 'fake news', 'hoax', 'deepfake' e 'manipulação digital' tornam-se comuns. A velocidade e o alcance da disseminação atingem níveis sem precedentes. → ver detalhes
Composto de 'comunicação' (do latim 'communicatio, -onis') e 'enganosa' (do verbo 'enganar').