concebam
Do latim 'concipere'.
Origem
Do verbo latino 'concipere', que significa 'tomar em si', 'conter', 'gerar', 'imaginar', 'compreender'.
Mudanças de sentido
Originalmente ligado à ideia de 'tomar algo para si', 'conter', 'gerar' (física ou intelectualmente).
Ampliou-se para 'imaginar', 'idear', 'compreender', 'formar na mente', 'engravidar'. A forma 'concebam' (presente do subjuntivo) carrega a nuance de desejo, possibilidade ou hipótese.
Mantém os sentidos de 'imaginar', 'idear', 'compreender', 'gerar (ideias)', 'engravidar'. O uso de 'concebam' é mais restrito a contextos formais.
Em contextos formais, 'concebam' pode ser usado para pedir que se imagine ou se compreenda algo: 'Que os jurados concebam a gravidade dos fatos.' ou 'Espero que vocês concebam a importância desta proposta.'
Primeiro registro
Registros em textos antigos da língua portuguesa, como traduções de obras latinas e textos religiosos, onde o verbo 'conceber' e suas conjugações já apareciam.
Momentos culturais
Presente em obras literárias explorando temas de criação, imaginação e concepção (tanto artística quanto biológica).
Utilizado para expressar a formação de ideias, conceitos e a compreensão de princípios abstratos ou divinos.
Comparações culturais
Inglês: 'conceive' (subjuntivo 'conceive', 'may they conceive'). Espanhol: 'concebir' (subjuntivo 'conciban'). O uso e a etimologia são muito próximos entre as línguas românicas e o inglês, refletindo a raiz latina comum e a evolução semântica para 'imaginar', 'idear' e 'gerar'.
Relevância atual
A forma 'concebam' é formal e dicionarizada, mantendo sua relevância em contextos acadêmicos, jurídicos, literários e em qualquer comunicação que exija um registro linguístico elevado. Sua presença é mais notada na escrita do que na fala cotidiana.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - Derivado do latim 'concipere', que significa 'tomar em si', 'gerar', 'imaginar'. A forma 'concebam' é a terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo 'conceber'.
Evolução de Sentido e Uso
Idade Média - Século XIX - O verbo 'conceber' e suas conjugações, como 'concebam', foram amplamente utilizados em contextos religiosos (conceber a ideia divina), filosóficos (conceber um conceito) e biológicos (conceber um filho). A forma subjuntiva 'concebam' é usada para expressar desejo, dúvida, possibilidade ou hipótese.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XX - Atualidade - 'Concebam' continua sendo uma forma verbal formal e dicionarizada, encontrada em textos literários, acadêmicos, jurídicos e em discursos que exigem precisão e formalidade. É menos comum na linguagem coloquial cotidiana, onde formas mais simples ou sinônimos podem ser preferidos.
Do latim 'concipere'.