conceito
Do latim conceptus, particípio passado de concipere, 'conceber'.↗ fonte
Origem
Do latim 'conceptus', particípio passado de 'concipere', que significa conceber, pegar, compreender, formar na mente. Refere-se à ideia ou noção formada.
Mudanças de sentido
Principalmente em contextos filosóficos e teológicos, como 'ideia abstrata', 'forma mental', 'essência'.
Na filosofia e ciência, como unidade fundamental do pensamento e da cognição.
Expansão para o uso literário e acadêmico, mantendo o sentido de 'ideia' ou 'princípio'.
Mantém o sentido dicionarizado, mas se especializa em áreas como 'conceito de marketing', 'conceito arquitetônico', 'conceito jurídico', 'conceito artístico', 'conceito psicológico'.
Primeiro registro
A palavra 'conceito' já aparece em textos em português arcaico, refletindo seu uso a partir do latim medieval em tratados filosóficos e religiosos.
Momentos culturais
A filosofia racionalista, com pensadores como Descartes, utiliza intensamente o termo para discutir a natureza das ideias e do conhecimento.
O desenvolvimento da semiótica e da linguística estrutural aprofunda a análise dos 'conceitos' como unidades de significado.
A palavra é central em discussões sobre design thinking, inovação e desenvolvimento de produtos, onde 'conceito' se refere à ideia central e ao propósito de um projeto.
Comparações culturais
Inglês: 'concept' (mesma origem latina, uso similar em filosofia, ciência e negócios). Espanhol: 'concepto' (origem e uso muito próximos ao português). Francês: 'concept' (derivado do latim, com aplicações semelhantes). Alemão: 'Begriff' (termo mais comum para 'conceito' em filosofia, com nuances distintas).
Relevância atual
A palavra 'conceito' é fundamental em praticamente todos os campos do saber e da atividade humana. Sua relevância reside na capacidade de nomear e delimitar ideias, servindo como base para a comunicação, a criação e a compreensão do mundo. É um termo formal e dicionarizado, essencial para a precisão no discurso.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Derivado do latim 'conceptus', particípio passado de 'concipere' (conceber, pegar, compreender). A palavra entrou no português através do latim medieval, com o sentido de 'ideia formada na mente', 'noção'.
Evolução do Sentido e Uso Dicionarizado
Idade Média ao Renascimento - O termo se consolida no vocabulário filosófico e teológico, referindo-se a ideias abstratas e universais. Séculos XVII-XVIII - Ganha espaço na filosofia e na ciência, como unidade básica do pensamento. Século XIX - Torna-se termo comum em discussões acadêmicas e literárias.
Uso Contemporâneo e Diversificação
Século XX e Atualidade - Amplamente utilizado em diversas áreas: filosofia, psicologia, direito, artes, marketing e linguagem cotidiana. A palavra 'conceito' é formal/dicionarizada, mantendo sua essência de 'ideia' ou 'noção', mas com aplicações cada vez mais específicas e técnicas.
Do latim conceptus, particípio passado de concipere, 'conceber'.