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concepcoes

Do latim conceptio, -onis, 'ato de conceber'.

Origem

Latim

Do latim 'conceptio', substantivo derivado do verbo 'concipere' (conceber, gerar, compreender, tomar em si). O radical 'capere' significa 'pegar', 'tomar'.

Mudanças de sentido

Latim/Idade Média

Sentido primário biológico (gravidez) e teológico (Conceição Imaculada de Maria).

Renascimento/Modernidade

Expansão para o sentido abstrato de 'ideia', 'noção', 'pensamento', 'entendimento', 'projeto'.

Século XX em diante

Uso frequente no plural ('concepções') para designar sistemas de ideias, teorias, visões de mundo ou abordagens diversas sobre um tema.

A palavra 'concepções' no plural abrange a multiplicidade de formas como um conceito ou tema pode ser entendido ou abordado. Por exemplo, 'as diferentes concepções de democracia' ou 'as concepções pedagógicas que norteiam o ensino'.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos religiosos e jurídicos em latim e suas primeiras traduções para o vernáculo português, com o sentido de geração e ideia.

Momentos culturais

Século XVII

Discussões filosóficas sobre a natureza das ideias e da mente humana, onde 'concepções' era termo chave.

Século XX

Na literatura e nas artes, 'concepções' de mundo e estéticas eram frequentemente debatidas e contrastadas.

Atualidade

Em debates acadêmicos e científicos, 'concepções' é usada para delinear diferentes abordagens teóricas ou metodológicas.

Comparações culturais

Inglês: 'conception' (sentido biológico e de ideia/conceito), 'concepts' (plural de conceito). Espanhol: 'concepción' (sentido biológico e de ideia/conceito), 'concepciones' (plural). Francês: 'conception'. Alemão: 'Konzeption' (conceito, projeto), 'Empfängnis' (gravidez).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'concepções' mantém alta relevância no discurso acadêmico, científico, filosófico e de planejamento. É fundamental para descrever a diversidade de entendimentos e abordagens sobre qualquer tema, desde questões sociais e políticas até teorias científicas e projetos de engenharia.

Origem Etimológica e Latim

Século XIII — do latim 'conceptio', derivado de 'concipere', que significa 'conceber', 'gerar', 'compreender'. Relacionado à ideia de tomar algo para si, seja fisicamente (gravidez) ou mentalmente (ideia).

Entrada e Consolidação no Português

Idade Média/Renascimento — A palavra 'concepção' entra no vocabulário português, inicialmente com forte ligação ao sentido biológico de gravidez e à concepção teológica (Conceição Imaculada). Gradualmente, o sentido abstrato de 'ideia', 'noção' ou 'pensamento' se consolida, especialmente em contextos filosóficos e intelectuais.

Evolução e Diversificação de Sentidos

Séculos XIX e XX — O uso de 'concepção' se expande para diversas áreas do conhecimento, como filosofia, ciência, arte e direito, referindo-se a teorias, projetos, entendimentos e visões de mundo. O plural 'concepções' passa a ser comum para designar um conjunto de ideias ou um sistema de pensamento.

Uso Contemporâneo no Brasil

Atualidade — 'Concepções' é amplamente utilizada no Brasil em contextos acadêmicos, profissionais e cotidianos para expressar ideias, noções, entendimentos, teorias, projetos e visões de mundo. O termo mantém sua polissemia, abrangendo desde a concepção de um projeto até concepções filosóficas ou científicas.

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Do latim conceptio, -onis, 'ato de conceber'.

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