concepcoes
Do latim conceptio, -onis, 'ato de conceber'.
Origem
Do latim 'conceptio', substantivo derivado do verbo 'concipere' (conceber, gerar, compreender, tomar em si). O radical 'capere' significa 'pegar', 'tomar'.
Mudanças de sentido
Sentido primário biológico (gravidez) e teológico (Conceição Imaculada de Maria).
Expansão para o sentido abstrato de 'ideia', 'noção', 'pensamento', 'entendimento', 'projeto'.
Uso frequente no plural ('concepções') para designar sistemas de ideias, teorias, visões de mundo ou abordagens diversas sobre um tema.
A palavra 'concepções' no plural abrange a multiplicidade de formas como um conceito ou tema pode ser entendido ou abordado. Por exemplo, 'as diferentes concepções de democracia' ou 'as concepções pedagógicas que norteiam o ensino'.
Primeiro registro
Registros em textos religiosos e jurídicos em latim e suas primeiras traduções para o vernáculo português, com o sentido de geração e ideia.
Momentos culturais
Discussões filosóficas sobre a natureza das ideias e da mente humana, onde 'concepções' era termo chave.
Na literatura e nas artes, 'concepções' de mundo e estéticas eram frequentemente debatidas e contrastadas.
Em debates acadêmicos e científicos, 'concepções' é usada para delinear diferentes abordagens teóricas ou metodológicas.
Comparações culturais
Inglês: 'conception' (sentido biológico e de ideia/conceito), 'concepts' (plural de conceito). Espanhol: 'concepción' (sentido biológico e de ideia/conceito), 'concepciones' (plural). Francês: 'conception'. Alemão: 'Konzeption' (conceito, projeto), 'Empfängnis' (gravidez).
Relevância atual
A palavra 'concepções' mantém alta relevância no discurso acadêmico, científico, filosófico e de planejamento. É fundamental para descrever a diversidade de entendimentos e abordagens sobre qualquer tema, desde questões sociais e políticas até teorias científicas e projetos de engenharia.
Origem Etimológica e Latim
Século XIII — do latim 'conceptio', derivado de 'concipere', que significa 'conceber', 'gerar', 'compreender'. Relacionado à ideia de tomar algo para si, seja fisicamente (gravidez) ou mentalmente (ideia).
Entrada e Consolidação no Português
Idade Média/Renascimento — A palavra 'concepção' entra no vocabulário português, inicialmente com forte ligação ao sentido biológico de gravidez e à concepção teológica (Conceição Imaculada). Gradualmente, o sentido abstrato de 'ideia', 'noção' ou 'pensamento' se consolida, especialmente em contextos filosóficos e intelectuais.
Evolução e Diversificação de Sentidos
Séculos XIX e XX — O uso de 'concepção' se expande para diversas áreas do conhecimento, como filosofia, ciência, arte e direito, referindo-se a teorias, projetos, entendimentos e visões de mundo. O plural 'concepções' passa a ser comum para designar um conjunto de ideias ou um sistema de pensamento.
Uso Contemporâneo no Brasil
Atualidade — 'Concepções' é amplamente utilizada no Brasil em contextos acadêmicos, profissionais e cotidianos para expressar ideias, noções, entendimentos, teorias, projetos e visões de mundo. O termo mantém sua polissemia, abrangendo desde a concepção de um projeto até concepções filosóficas ou científicas.
Do latim conceptio, -onis, 'ato de conceber'.