conceptismo
Do latim 'conceptus', particípio passado de 'concipere' (conceber, formar na mente).↗ fonte
Origem
Do latim 'conceptus', particípio passado de 'concipere' (conceber, formar na mente, entender), com o sufixo '-ismo' indicando doutrina, sistema ou estilo.
Mudanças de sentido
Estilo literário e oratório caracterizado pelo jogo de ideias, raciocínios engenhosos, antíteses, paradoxos e metáforas complexas, buscando a agudeza e a surpresa intelectual. Associado ao Barroco.
O conceptismo se contrapunha ao cultismo (ou gongorismo), que priorizava a forma e a linguagem rebuscada. Enquanto o cultismo se focava na beleza da expressão, o conceptismo se dedicava à profundidade e engenhosidade do conteúdo e do pensamento.
O termo perde parte de sua proeminência com o declínio do Barroco e a ascensão de estilos mais clássicos e iluministas, mas permanece como um conceito de análise literária.
Reconhecido como um estilo literário histórico, estudado em cursos de literatura e história da arte, com o sentido de 'estilo baseado no jogo de conceitos e ideias'.
Primeiro registro
O termo 'conceptismo' ganha força na crítica literária espanhola, especialmente com Baltasar Gracián, e se difunde para outras línguas ibéricas, incluindo o português, para descrever o estilo barroco.
Momentos culturais
Florescimento do Barroco na literatura e oratória em Portugal e no Brasil, com autores como Padre António Vieira, cujos sermões são exemplos máximos de conceptismo na língua portuguesa.
Estudos acadêmicos sobre o Barroco e o conceptismo ganham relevância, consolidando a palavra em manuais de literatura e história.
Comparações culturais
Inglês: O termo 'conceitism' ou 'conceitism' é usado para descrever um estilo literário similar, associado aos 'Metaphysical poets' como John Donne, que também empregavam jogos de ideias e metáforas complexas. Espanhol: 'Conceptismo' é um termo central na crítica literária espanhola, intimamente ligado a autores como Baltasar Gracián e Francisco de Quevedo, sendo um dos pilares do Barroco hispânico. Francês: O termo 'conceptisme' existe, mas o estilo é frequentemente associado a outras correntes ou termos, como o 'précieux' ou o 'esprit' (espírito, inteligência).
Relevância atual
A palavra 'conceptismo' mantém sua relevância acadêmica e crítica como um marcador estilístico do Barroco, essencial para a compreensão da literatura e da retórica da época. É um termo técnico utilizado em estudos literários e culturais.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'conceptus', particípio passado de 'concipere', que significa conceber, formar na mente, entender. O sufixo '-ismo' indica doutrina, sistema ou estilo.
Entrada na Língua Portuguesa
O termo 'conceptismo' surge na Península Ibérica, especialmente em Castelhano e Português, como um termo para descrever um estilo literário e oratório que floresceu nos séculos XVI e XVII, influenciado pelo Renascimento e Barroco.
Uso Contemporâneo
A palavra 'conceptismo' é utilizada principalmente em estudos literários, história da arte e crítica cultural para se referir ao estilo barroco de pensamento e expressão, caracterizado pela agudeza intelectual e pelo jogo de ideias.
Do latim 'conceptus', particípio passado de 'concipere' (conceber, formar na mente).