concluir-se-iam
Derivado do verbo latino 'concludere', que significa 'fechar', 'terminar'.
Origem
Do verbo latino 'concludere' (fechar, terminar, resolver), com o infinitivo '-ere'. A forma 'concluir' é uma evolução para o latim vulgar e, posteriormente, para o português.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'concluir' é o de finalizar, terminar, chegar a um resultado. A forma 'concluir-se-iam' adiciona a nuance de uma ação hipotética ou condicional no futuro, vista de um ponto passado.
O sentido da forma verbal 'concluir-se-iam' permanece o mesmo, mas seu uso se torna cada vez mais raro devido à preferência por estruturas mais simples e diretas. A ideia de futuro condicional é frequentemente expressa por 'concluiriam', 'teriam concluído' ou outras perífrases.
A complexidade da conjugação e a existência de alternativas mais comuns levam à obsolescência da forma 'concluir-se-iam' no uso geral. Ela sobrevive em textos que buscam um registro linguístico mais arcaico ou formal.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, como crônicas e documentos legais, onde a conjugação verbal complexa era mais comum. A forma exata 'concluir-se-iam' pode ser encontrada em manuscritos dessa época, embora a análise de corpus digitais seja necessária para datação precisa.
Momentos culturais
A forma 'concluir-se-iam' pode ser encontrada em obras literárias que buscam um estilo mais rebuscado ou em textos acadêmicos que analisam a gramática histórica da língua portuguesa. Sua presença marca um registro linguístico formal e, por vezes, arcaizante.
Comparações culturais
Inglês: A ideia de 'concluir-se-iam' seria expressa por construções como 'they would be concluded' ou 'they would have concluded', dependendo do contexto temporal. Espanhol: Seria equivalente a 'se concluirían' ou 'concluirían', onde o pronome reflexivo 'se' e o futuro do pretérito são usados de forma similar. Francês: 'se concluraient' ou 'auraient été conclus'. Alemão: 'sie würden abgeschlossen werden' ou 'sie hätten abgeschlossen werden können'.
Relevância atual
A forma 'concluir-se-iam' possui relevância estritamente gramatical e histórica. No uso contemporâneo, é uma forma verbal arcaica e raramente empregada, sendo substituída por construções mais simples e diretas. Sua compreensão é importante para a análise de textos antigos e para o estudo da evolução da língua portuguesa.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VIII d.C. — Deriva do verbo latino 'concludere', que significa 'fechar', 'terminar', 'resolver'. O sufixo '-ere' indica infinitivo. A forma 'concluir' surge no latim vulgar.
Formação do Português Medieval e Clássico
Séculos XII-XVI — A palavra 'concluir' se estabelece no português. A forma 'concluir-se-iam' é uma construção gramatical que combina o verbo 'concluir', o pronome reflexivo 'se' e o futuro do pretérito (condicional) 'iam' (terceira pessoa do plural). Essa estrutura indica uma ação que seria concluída no futuro, a partir de um ponto de vista no passado.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XVII-Atualidade — A forma 'concluir-se-iam' é gramaticalmente correta, mas raramente utilizada na fala cotidiana e na escrita informal. Seu uso é restrito a contextos formais, literários ou acadêmicos, onde a precisão temporal e a nuance condicional são essenciais. A tendência moderna é a simplificação e o uso de outras construções para expressar ideias semelhantes.
Derivado do verbo latino 'concludere', que significa 'fechar', 'terminar'.