concordância
Do latim concordantia, 'acordo, harmonia'.
Origem
Do latim 'concordantia', derivado de 'concordare' (estar de acordo, harmonizar), que por sua vez vem de 'cor' (coração) + 'cor' (prefixo de união), sugerindo unidade de sentimentos.
Mudanças de sentido
Sentido geral de harmonia, acordo, consentimento mútuo.
Ampliação para o contexto jurídico e religioso, mantendo o sentido de acordo e consenso.
Consolidação do sentido gramatical: relação entre palavras que se modificam mutuamente em gênero, número, pessoa ou grau. O sentido geral de harmonia persiste, mas o gramatical torna-se predominante em contextos formais e educacionais.
O termo é amplamente reconhecido e utilizado em seu sentido gramatical, sendo um conceito fundamental no ensino e estudo da língua portuguesa. O sentido de harmonia e acordo continua presente em contextos não linguísticos.
Primeiro registro
Registros em textos da época, como crônicas e documentos legais, que utilizam o termo em seu sentido de acordo e harmonia. A formalização gramatical se intensifica nos séculos seguintes.
Momentos culturais
A publicação de gramáticas como a de Fernão de Oliveira (1536) e a de João de Barros (1540) contribui para a sistematização e o ensino da concordância como um pilar da norma culta.
A consolidação do ensino formal e a expansão da imprensa reforçam a importância da concordância gramatical como marcador de letramento e prestígio social.
Comparações culturais
Inglês: 'Agreement' (verbal e nominal) ou 'concord' (mais raro, em contextos específicos). Espanhol: 'Concordancia' (verbal e nominal), com uso e conceito muito similares ao português. Francês: 'Accord' (verbal e nominal). Italiano: 'Concordanza' (verbal e nominal).
Relevância atual
A 'concordância' permanece um conceito central no estudo da língua portuguesa, tanto em sua aplicação gramatical quanto em seu sentido mais amplo de harmonia e acordo. É um termo fundamental em contextos educacionais, linguísticos e de comunicação.
Em discussões sobre a norma culta e a correção linguística, a 'concordância' é frequentemente citada como um dos pilares a serem dominados por falantes e escritores.
Origem Etimológica
Século XIV — do latim concordantia, substantivo derivado de 'concordare', que significa 'estar de acordo', 'harmonizar'. Deriva de 'cor', coração, e 'cor', prefixo de união, indicando uma união de corações ou sentimentos.
Entrada e Consolidação no Português
Séculos XV-XVI — A palavra 'concordância' entra no vocabulário português, inicialmente com seu sentido mais geral de harmonia e acordo, presente em textos religiosos e jurídicos. O sentido gramatical começa a se firmar com o desenvolvimento da retórica e da teoria literária.
Uso Gramatical e Formal
Séculos XVII-XIX — A 'concordância' se estabelece firmemente como um termo técnico na gramática normativa. Autores como Fernão de Oliveira e João de Barros discutem suas regras. A palavra é formalizada em dicionários e gramáticas, sendo um pilar do ensino da língua.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — 'Concordância' mantém seu duplo sentido: o geral de acordo e harmonia, e o específico e dominante na gramática. É uma palavra dicionarizada e formal, essencial no estudo da língua portuguesa.
Do latim concordantia, 'acordo, harmonia'.