concordância

Do latim concordantia, 'acordo, harmonia'.

Origem

Século XIV

Do latim 'concordantia', derivado de 'concordare' (estar de acordo, harmonizar), que por sua vez vem de 'cor' (coração) + 'cor' (prefixo de união), sugerindo unidade de sentimentos.

Mudanças de sentido

Século XIV

Sentido geral de harmonia, acordo, consentimento mútuo.

Séculos XV-XVI

Ampliação para o contexto jurídico e religioso, mantendo o sentido de acordo e consenso.

Séculos XVII-XIX

Consolidação do sentido gramatical: relação entre palavras que se modificam mutuamente em gênero, número, pessoa ou grau. O sentido geral de harmonia persiste, mas o gramatical torna-se predominante em contextos formais e educacionais.

Atualidade

O termo é amplamente reconhecido e utilizado em seu sentido gramatical, sendo um conceito fundamental no ensino e estudo da língua portuguesa. O sentido de harmonia e acordo continua presente em contextos não linguísticos.

Primeiro registro

Século XV

Registros em textos da época, como crônicas e documentos legais, que utilizam o termo em seu sentido de acordo e harmonia. A formalização gramatical se intensifica nos séculos seguintes.

Momentos culturais

Século XVI

A publicação de gramáticas como a de Fernão de Oliveira (1536) e a de João de Barros (1540) contribui para a sistematização e o ensino da concordância como um pilar da norma culta.

Século XIX

A consolidação do ensino formal e a expansão da imprensa reforçam a importância da concordância gramatical como marcador de letramento e prestígio social.

Comparações culturais

Inglês: 'Agreement' (verbal e nominal) ou 'concord' (mais raro, em contextos específicos). Espanhol: 'Concordancia' (verbal e nominal), com uso e conceito muito similares ao português. Francês: 'Accord' (verbal e nominal). Italiano: 'Concordanza' (verbal e nominal).

Relevância atual

A 'concordância' permanece um conceito central no estudo da língua portuguesa, tanto em sua aplicação gramatical quanto em seu sentido mais amplo de harmonia e acordo. É um termo fundamental em contextos educacionais, linguísticos e de comunicação.

Em discussões sobre a norma culta e a correção linguística, a 'concordância' é frequentemente citada como um dos pilares a serem dominados por falantes e escritores.

Origem Etimológica

Século XIV — do latim concordantia, substantivo derivado de 'concordare', que significa 'estar de acordo', 'harmonizar'. Deriva de 'cor', coração, e 'cor', prefixo de união, indicando uma união de corações ou sentimentos.

Entrada e Consolidação no Português

Séculos XV-XVI — A palavra 'concordância' entra no vocabulário português, inicialmente com seu sentido mais geral de harmonia e acordo, presente em textos religiosos e jurídicos. O sentido gramatical começa a se firmar com o desenvolvimento da retórica e da teoria literária.

Uso Gramatical e Formal

Séculos XVII-XIX — A 'concordância' se estabelece firmemente como um termo técnico na gramática normativa. Autores como Fernão de Oliveira e João de Barros discutem suas regras. A palavra é formalizada em dicionários e gramáticas, sendo um pilar do ensino da língua.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade — 'Concordância' mantém seu duplo sentido: o geral de acordo e harmonia, e o específico e dominante na gramática. É uma palavra dicionarizada e formal, essencial no estudo da língua portuguesa.

concordância

Do latim concordantia, 'acordo, harmonia'.

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