Palavras

concordancia-verbal-nominal

Formado pela junção de 'concordância' (do latim concordantia) com os termos 'verbal' (relativo a verbo) e 'nominal' (relativo a nome/substantivo).

Origem

Latim

Deriva do latim 'concordantia', que significa acordo, harmonia, união. O termo se refere à relação de acordo entre as palavras em uma frase.

Mudanças de sentido

Idade Média

O conceito de concordância era implícito na estrutura do latim e nas línguas românicas emergentes, focado na inteligibilidade e na fluidez da comunicação oral e escrita.

Séculos XV-XVIII

Com a normatização gramatical, a 'concordância' passa a ser vista como um conjunto de regras prescritivas, essenciais para a clareza e a correção linguística, distinguindo a norma culta da fala popular.

Século XIX - Atualidade

O termo 'concordância verbal e nominal' é consolidado como um conceito técnico-gramatical, objeto de ensino e avaliação. Há uma distinção entre a norma culta e as variações linguísticas, onde a 'concordância' pode apresentar flexibilidade.

Na atualidade, a discussão sobre concordância verbal e nominal no Brasil abrange tanto a norma culta, ensinada nas escolas, quanto as variações linguísticas observadas na fala cotidiana. A gramática normativa, que prescreve a concordância rigorosa, coexiste com estudos que descrevem e analisam as formas de concordância utilizadas pelos falantes em diferentes contextos sociais e regionais. A internet e as redes sociais, por exemplo, frequentemente expõem exemplos de 'erros' de concordância, gerando debates sobre a rigidez das regras e a evolução da língua.

Primeiro registro

Século XV

As primeiras gramáticas da língua portuguesa, como a de Fernão de Oliveira (1536) e João de Barros (1540), já abordam as regras de concordância verbal e nominal, embora o termo 'concordância verbal e nominal' como expressão composta possa ter se consolidado posteriormente.

Momentos culturais

Século XIX

A consolidação do ensino formal da língua portuguesa no Brasil Imperial, com a criação de escolas e a publicação de gramáticas didáticas, solidifica a importância da concordância verbal e nominal no currículo educacional.

Século XX

A obra de gramáticos como Evanildo Bechara e Celso Cunha contribui para a sistematização e aprofundamento do estudo da concordância, influenciando gerações de estudantes e professores.

Atualidade

A discussão sobre a concordância em contextos informais e digitais, como em redes sociais e mensagens instantâneas, reflete a dinâmica da língua e a adaptação das regras gramaticais ao uso contemporâneo.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

A aplicação rigorosa das regras de concordância verbal e nominal é frequentemente utilizada como um marcador de distinção social e educacional, gerando preconceito linguístico contra falantes que não dominam a norma culta. A 'correção' gramatical torna-se um ponto de conflito entre a norma prescritiva e a realidade do uso da língua.

O debate sobre a 'correção' da concordância verbal e nominal no Brasil é um reflexo de tensões sociais e educacionais. Falantes de classes menos favorecidas ou com menor acesso à educação formal podem apresentar variações na concordância que são estigmatizadas como 'erros'. Isso cria um ciclo de exclusão, onde a dificuldade em dominar a norma culta pode impactar oportunidades de emprego e ascensão social. Por outro lado, linguistas e educadores buscam desmistificar a ideia de que a língua falada é inerentemente 'errada', promovendo uma visão mais inclusiva e descritiva da diversidade linguística.

Vida digital

Buscas por 'concordância verbal' e 'concordância nominal' são frequentes em motores de busca, indicando a necessidade de consulta para fins acadêmicos e profissionais.

Redes sociais e fóruns online frequentemente discutem 'erros' de concordância, com exemplos virais de frases mal construídas.

Memes e conteúdos humorísticos exploram a dificuldade de alguns em aplicar as regras de concordância, tornando o tema acessível e, por vezes, motivo de piada.

Ferramentas de correção ortográfica e gramatical online frequentemente alertam sobre problemas de concordância, auxiliando na produção de textos.

Comparações culturais

Inglês: O inglês possui regras de concordância verbal mais simplificadas, focando principalmente na terceira pessoa do singular no presente (ex: 'he speaks'). A concordância nominal é mínima, com pouca variação de gênero e número em adjetivos. Espanhol: O espanhol, assim como o português, possui regras de concordância verbal e nominal rigorosas, com verbos flexionando em pessoa e número, e adjetivos concordando em gênero e número com os substantivos. Francês: O francês também exige concordância verbal e nominal, com flexões de gênero e número em adjetivos e particípios passados, e concordância verbal com o sujeito. Alemão: O alemão apresenta um sistema de declinações que afeta a concordância de artigos, adjetivos e pronomes com os substantivos em gênero, número e caso, além da concordância verbal com o sujeito.

Origem Latina e Consolidação

Século XIII - O conceito de concordância, derivado do latim 'concordantia' (acordo, harmonia), começa a ser formalizado nas gramáticas latinas. A aplicação a línguas vernáculas, como o português, ocorre gradualmente com a evolução da própria língua.

Formalização Gramatical e Normativa

Séculos XV-XVIII - Com a expansão da imprensa e a necessidade de padronização da língua portuguesa, as regras de concordância verbal e nominal são explicitamente descritas nas primeiras gramáticas normativas. O termo 'concordância verbal e nominal' como unidade conceitual se estabelece.

Ensino e Uso Contemporâneo

Século XIX - Atualidade - A concordância verbal e nominal torna-se um pilar fundamental do ensino da língua portuguesa no Brasil, sendo objeto de estudo em escolas e universidades. O termo é amplamente utilizado em manuais de redação, guias de estilo e discussões sobre a norma culta.

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Formado pela junção de 'concordância' (do latim concordantia) com os termos 'verbal' (relativo a verbo) e 'nominal' (relativo a nome/substa…

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