concretudes
Derivado de 'concreto' + sufixo '-dade'.
Origem
Do latim 'concrētus', particípio passado de 'concrescere' (crescer junto, solidificar, tornar-se sólido). Deriva da raiz 'crescere' (crescer).
Mudanças de sentido
Qualidade do que é material, tangível, oposto ao abstrato. Referência a algo que ganhou forma e substância.
Inicialmente, o termo 'concreto' e suas derivações eram usados em debates filosóficos para distinguir o mundo sensível do mundo das ideias. 'Concretude' representava a característica de existir no plano físico.
Manutenção do sentido de realidade material, mas com expansão para a certeza e a objetividade de fatos ou situações.
No português brasileiro contemporâneo, 'concretude' pode ser usada para descrever a solidez de um argumento, a realidade inegável de um problema ou a tangibilidade de um projeto. A ênfase recai naquilo que é factual e verificável.
Primeiro registro
Primeiros registros em textos filosóficos e teológicos em latim e, posteriormente, em vernáculo, com o sentido de qualidade do que é material e tangível.
Momentos culturais
Uso frequente em tratados filosóficos para discutir a natureza da realidade e do conhecimento, contrastando o concreto com o abstrato.
Pode aparecer em críticas ou análises para descrever a força de uma representação artística ou a solidez de uma narrativa.
Utilizada para enfatizar a necessidade de soluções práticas e tangíveis para problemas sociais, em oposição a discursos meramente teóricos.
Comparações culturais
Inglês: 'Concreteness' (qualidade de ser concreto, tangível, real). Espanhol: 'Concreción' (ato ou efeito de concretar, ou a qualidade do que é concreto; também pode se referir a uma massa sólida formada por aglutinação). O sentido em português é muito similar ao inglês e ao espanhol, focando na tangibilidade e realidade material.
Relevância atual
A palavra 'concretude' mantém sua relevância em contextos acadêmicos, científicos e jurídicos, onde a precisão e a referência ao tangível são fundamentais. No discurso cotidiano brasileiro, é usada para reforçar a ideia de realidade, objetividade e a necessidade de ações práticas.
Origem Etimológica e Latim
Século XIII - Deriva do latim 'concrētus', particípio passado de 'concrescere', que significa crescer junto, solidificar, tornar-se sólido. A raiz 'crescere' remete a crescimento.
Entrada no Português e Primeiros Usos
Séculos XIV-XV - A palavra 'concreto' (adjetivo) começa a ser utilizada em textos filosóficos e teológicos, referindo-se ao que é material, tangível, em oposição ao abstrato. O substantivo 'concretude' surge como a qualidade do que é concreto.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-XXI - 'Concretude' consolida-se no vocabulário formal e acadêmico, mantendo seu sentido de realidade material e tangibilidade. No português brasileiro, o termo é amplamente utilizado em discussões filosóficas, científicas e jurídicas, mas também pode aparecer em contextos mais coloquiais para enfatizar a realidade de uma situação.
Derivado de 'concreto' + sufixo '-dade'.