conhecera
Do latim 'cognoscere', conhecer.
Origem
Do verbo latino 'cognoscere' (conhecer, aprender, examinar). A forma 'conhecera' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.
Mudanças de sentido
A estrutura e a função do pretérito mais-que-perfeito simples foram mantidas, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada.
A forma 'conhecera' manteve seu sentido gramatical original, mas seu uso na fala diminuiu significativamente.
A preferência na fala cotidiana migrou para formas analíticas como 'tinha conhecido' ou 'já conhecia', que cumprem a mesma função semântica de anterioridade temporal em relação a um ponto no passado. A forma sintética ('conhecera') passou a ser vista como mais erudita ou literária.
Primeiro registro
Registros em textos galaico-portugueses medievais, como as cantigas de amigo e de amor, já apresentavam o uso do pretérito mais-que-perfeito simples em sua forma correspondente.
Momentos culturais
Presença marcante na literatura clássica e romântica em língua portuguesa, utilizada para conferir um tom mais elevado e formal às narrativas.
Continua sendo empregada em obras literárias de prestígio e em documentos oficiais, mas começa a ser menos comum em textos de divulgação geral.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente funcional seria o Past Perfect (had known), usado para indicar uma ação anterior a outra ação passada. Espanhol: O Pretérito Pluscuamperfecto de Indicativo (había conocido) cumpre a mesma função. Francês: O Plus-que-parfait (avait connu) também expressa anterioridade em relação a um passado. A forma sintética do português ('conhecera') é menos comum na fala do que suas contrapartes em espanhol e francês, as quais, embora também formais, podem ter um uso ligeiramente mais frequente em certos registros.
Relevância atual
A palavra 'conhecera' é considerada formal e literária no português brasileiro. Seu uso na comunicação cotidiana é mínimo, sendo mais encontrada em gramáticas, estudos linguísticos, literatura clássica e em contextos que exigem a norma culta rigorosa. A tendência é a substituição por formas analíticas ('tinha conhecido').
Origem Etimológica
Deriva do verbo latino 'cognoscere', que significa conhecer, aprender, examinar. O particípio passado 'cognitus' deu origem a formas como 'conhecido'. A forma verbal 'conhecera' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, indicando uma ação anterior a outra ação passada.
Formação e Entrada no Português
A palavra 'conhecera' se consolidou com a evolução do latim vulgar para o galaico-português. Sua estrutura gramatical, como tempo verbal, foi herdada e mantida nas variantes do português.
Uso Literário e Formal
O pretérito mais-que-perfeito simples ('conhecera') é um tempo verbal de uso predominantemente literário e formal na língua portuguesa, tanto em Portugal quanto no Brasil. Sua função é marcar uma anterioridade temporal em relação a um passado.
Uso Contemporâneo
No português brasileiro contemporâneo, 'conhecera' é raramente usado na fala cotidiana, sendo substituído por construções como 'tinha conhecido' ou 'já conhecia'. Mantém-se em textos formais, literários e em contextos que exigem precisão gramatical.
Do latim 'cognoscere', conhecer.