conhecera

Do latim 'cognoscere', conhecer.

Origem

Latim Clássico

Do verbo latino 'cognoscere' (conhecer, aprender, examinar). A forma 'conhecera' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar ao Português Medieval

A estrutura e a função do pretérito mais-que-perfeito simples foram mantidas, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada.

Português Moderno

A forma 'conhecera' manteve seu sentido gramatical original, mas seu uso na fala diminuiu significativamente.

A preferência na fala cotidiana migrou para formas analíticas como 'tinha conhecido' ou 'já conhecia', que cumprem a mesma função semântica de anterioridade temporal em relação a um ponto no passado. A forma sintética ('conhecera') passou a ser vista como mais erudita ou literária.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos galaico-portugueses medievais, como as cantigas de amigo e de amor, já apresentavam o uso do pretérito mais-que-perfeito simples em sua forma correspondente.

Momentos culturais

Séculos XV - XIX

Presença marcante na literatura clássica e romântica em língua portuguesa, utilizada para conferir um tom mais elevado e formal às narrativas.

Século XX

Continua sendo empregada em obras literárias de prestígio e em documentos oficiais, mas começa a ser menos comum em textos de divulgação geral.

Comparações culturais

Latim para Português, Espanhol, Francês

Inglês: O equivalente funcional seria o Past Perfect (had known), usado para indicar uma ação anterior a outra ação passada. Espanhol: O Pretérito Pluscuamperfecto de Indicativo (había conocido) cumpre a mesma função. Francês: O Plus-que-parfait (avait connu) também expressa anterioridade em relação a um passado. A forma sintética do português ('conhecera') é menos comum na fala do que suas contrapartes em espanhol e francês, as quais, embora também formais, podem ter um uso ligeiramente mais frequente em certos registros.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'conhecera' é considerada formal e literária no português brasileiro. Seu uso na comunicação cotidiana é mínimo, sendo mais encontrada em gramáticas, estudos linguísticos, literatura clássica e em contextos que exigem a norma culta rigorosa. A tendência é a substituição por formas analíticas ('tinha conhecido').

Origem Etimológica

Deriva do verbo latino 'cognoscere', que significa conhecer, aprender, examinar. O particípio passado 'cognitus' deu origem a formas como 'conhecido'. A forma verbal 'conhecera' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, indicando uma ação anterior a outra ação passada.

Formação e Entrada no Português

A palavra 'conhecera' se consolidou com a evolução do latim vulgar para o galaico-português. Sua estrutura gramatical, como tempo verbal, foi herdada e mantida nas variantes do português.

Uso Literário e Formal

O pretérito mais-que-perfeito simples ('conhecera') é um tempo verbal de uso predominantemente literário e formal na língua portuguesa, tanto em Portugal quanto no Brasil. Sua função é marcar uma anterioridade temporal em relação a um passado.

Uso Contemporâneo

No português brasileiro contemporâneo, 'conhecera' é raramente usado na fala cotidiana, sendo substituído por construções como 'tinha conhecido' ou 'já conhecia'. Mantém-se em textos formais, literários e em contextos que exigem precisão gramatical.

conhecera

Do latim 'cognoscere', conhecer.

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