consertavam-se
Do latim 'consertare', derivado de 'serere' (entrelaçar, unir).
Origem
Deriva do latim 'consertare', que significa unir, juntar, ligar, remendar. O verbo 'consertar' chegou ao português através do latim vulgar.
A forma 'consertavam-se' é a junção do verbo 'consertar' no pretérito imperfeito do indicativo (terceira pessoa do plural: eles/elas consertavam) com o pronome reflexivo 'se', indicando ação mútua, passiva ou reflexiva coletiva.
Mudanças de sentido
'Consertare' referia-se primariamente a unir peças, remendar, restaurar a integridade de algo.
O sentido de reparar, arrumar, pôr em ordem se manteve. A forma 'consertavam-se' podia indicar que um grupo de pessoas realizava o conserto (ex: 'Os artesãos consertavam-se os instrumentos') ou que algo era consertado por múltiplos meios ou de forma impessoal (ex: 'As roupas consertavam-se com linha e agulha').
O sentido principal de reparar permanece. A forma 'consertavam-se' é menos comum no dia a dia, sendo substituída por construções como 'eles consertavam' ou 'eram consertados'. No entanto, em contextos específicos, como descrições literárias ou históricas, a forma mantém seu valor para indicar a pluralidade de agentes ou a natureza da ação.
Primeiro registro
Registros da forma verbal 'consertavam-se' podem ser encontrados em textos medievais em português, como crônicas e documentos legais, refletindo o uso da língua na época. A data exata do primeiro registro é difícil de precisar sem acesso a um corpus linguístico exaustivo, mas a conjugação e o uso do pronome reflexivo já estavam estabelecidos.
Momentos culturais
A forma 'consertavam-se' pode aparecer em obras literárias de séculos passados, como em romances históricos ou narrativas que descrevem ofícios e atividades cotidianas de épocas anteriores, conferindo autenticidade linguística.
Em narrações de documentários sobre história ou ofícios tradicionais, a forma pode ser utilizada para descrever ações coletivas de reparo ou restauração.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria 'they were repairing' (voz passiva) ou 'they used to repair' (hábito passado), dependendo do contexto exato de 'consertavam-se'. O pronome reflexivo 'themselves' seria usado em casos de ação reflexiva direta ('they repaired themselves'). Espanhol: A forma seria 'se reparaban' ou 'se componían', que também utiliza o pronome reflexivo 'se' para indicar ação mútua, passiva ou impessoal, similar ao português. Francês: 'ils réparaient' (voz ativa) ou 'ils se réparaient' (reflexivo/mútuo).
Relevância atual
A forma 'consertavam-se' é considerada arcaica ou formal em muitos contextos do português brasileiro contemporâneo. Seu uso é mais restrito a textos escritos, acadêmicos, literários ou em situações onde se deseja enfatizar a pluralidade de agentes ou a natureza impessoal da ação de reparar. Em conversas informais, seria substituída por construções mais diretas e comuns.
Origem Latina e Formação
Século XIII - A palavra 'consertar' deriva do latim 'consertare', que significa unir, juntar, ligar, remendar. O sufixo '-avam' indica a terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo, e o pronome reflexivo 'se' indica a ação voltada para si ou de forma mútua/passiva.
Evolução no Português
Séculos XIV-XVIII - A forma 'consertavam-se' surge e se consolida na língua portuguesa, referindo-se a um grupo de sujeitos que realizavam a ação de reparar algo, ou a algo que era reparado por múltiplos agentes ou de forma impessoal. O uso era predominantemente formal e escrito.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-Atualidade - A forma 'consertavam-se' continua em uso, mas com a ascensão de construções mais diretas e a preferência pela voz ativa, seu uso se torna menos frequente em contextos informais. Mantém-se em textos literários, históricos e em contextos que exigem formalidade ou uma descrição específica de ação mútua ou passiva.
Do latim 'consertare', derivado de 'serere' (entrelaçar, unir).