conservar-se-ao
Forma verbal resultante da junção do verbo 'conservar' com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-ão' (futuro do presente do indicativo da 3ª pessoa do plural), com a adição de um hífen incorreto entre 'se' e 'ao'.
Origem
Do latim 'conservare', com a adição do pronome reflexivo 'se' e a conjugação arcaica do futuro do presente do indicativo na terceira pessoa do plural ('-ao' em vez de '-ão').
Mudanças de sentido
A forma 'conservar-se-ao' em si não carrega uma mudança de sentido, mas sim uma variação morfológica e ortográfica da conjugação correta 'conservar-se-ão', que significa 'eles/elas se manterão', 'eles/elas se preservarão'.
A forma 'conservar-se-ao' é vista como um erro gramatical, não possuindo um sentido próprio distinto da forma correta, mas sim sendo uma representação de um desvio da norma.
A principal 'mudança' associada a esta forma é sua transição de uma possível variação aceita em períodos mais antigos da língua para um erro gramatical claro na norma culta contemporânea.
Primeiro registro
Registros de textos medievais e renascentistas em português podem conter variações ortográficas da terminação '-ão', incluindo '-ao', que refletem a evolução fonética e ortográfica da língua. A identificação exata do 'primeiro' registro é complexa devido à natureza evolutiva da escrita e à falta de um corpus exaustivo de todos os textos antigos. No entanto, a forma '-ao' para o futuro do presente é documentada em textos anteriores à padronização ortográfica.
Comparações culturais
Inglês: A conjugação verbal em inglês não possui a complexidade de terminações e pronomes reflexivos da mesma forma que o português. O futuro de 'to preserve oneself' seria 'they will preserve themselves'. Não há uma forma arcaica equivalente direta a 'conservar-se-ao' que seja um erro comum. Espanhol: O equivalente seria 'se conservarán'. Formas arcaicas ou incorretas poderiam existir em textos antigos, mas a forma moderna e correta é bem estabelecida. Francês: 'se conserveront'. Similar ao espanhol, a forma correta é padrão e formas arcaicas são restritas a estudos históricos.
Relevância atual
A relevância da forma 'conservar-se-ao' na atualidade reside quase exclusivamente em sua identificação como um erro gramatical. Estudantes de português, especialmente aqueles que aprendem a língua como segunda língua, podem encontrar essa forma em textos antigos ou cometer o erro ao tentar conjugar o verbo no futuro. Sua presença em discussões linguísticas é para ilustrar a evolução da norma culta e os desafios da gramática histórica.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'conservar' deriva do latim 'conservare', que significa 'guardar', 'manter', 'preservar'. A forma 'conservar-se-ao' é uma conjugação arcaica ou gramaticalmente incorreta do verbo pronominal 'conservar-se' na terceira pessoa do plural do futuro do presente do indicativo, que seria 'conservar-se-ão'. A forma com hífen e 'ao' em vez de 'ão' remonta a um período em que a ortografia e a morfologia verbais ainda estavam em processo de consolidação no português.
Uso Arcaico e Declínio
Séculos XIV a XVIII - A forma 'conservar-se-ao' (ou variações similares com a terminação '-ao' em vez de '-ão' para o futuro do presente) era mais comum em textos antigos, refletindo a evolução da língua portuguesa. Com a padronização ortográfica e gramatical, especialmente a partir do século XVIII e XIX, a forma correta 'conservar-se-ão' se estabeleceu, tornando a forma com 'ao' obsoleta e, eventualmente, incorreta.
Uso Contemporâneo e Erro Comum
Século XIX até a Atualidade - A forma 'conservar-se-ao' é raramente encontrada em textos formais e é considerada um erro gramatical. No entanto, pode aparecer em contextos informais, como em transcrições de fala, ou como um lapso ortográfico em textos digitais. Sua presença é mais indicativa de um desvio da norma culta do que de um uso intencional ou de uma variação linguística ativa.
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