consideravam-irrelevante
Derivado do latim 'considerare' (olhar atentamente, ponderar) e 'irrelevans' (sem importância).
Origem
Deriva do latim 'considerare' (pensar, avaliar, ponderar) e do latim 'irrelevans' (que não levanta, sem importância, insignificante). A junção das duas palavras para formar a locução verbal se deu organicamente na evolução do latim para o português.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'considerare' era mais literal, 'olhar junto', evoluindo para 'pensar sobre'. 'Irrelevans' indicava algo que não se destacava ou não tinha peso.
Uso formal para denotar a exclusão de algo do escopo de atenção ou importância em contextos argumentativos, legais ou acadêmicos.
Mantém o sentido formal, mas pode ser usado de forma mais coloquial ou irônica, especialmente em contextos de sobrecarga de informação ou para desqualificar argumentos ou dados. → ver detalhes
Na era digital, a capacidade de filtrar informações é crucial. 'Considerar irrelevante' pode ser uma estratégia de sobrevivência informacional, mas também pode ser uma forma de censura ou de desvalorização de temas importantes. Em debates online, a expressão pode ser usada para encerrar discussões ou descreditar o interlocutor.
Primeiro registro
Registros em documentos legais e literários da época, como em tratados e crônicas, onde a distinção entre o relevante e o irrelevante era fundamental para a argumentação e a narrativa. (Ex: Corpus Textual da Língua Portuguesa Histórica)
Momentos culturais
Em debates filosóficos e políticos, a capacidade de discernir o que era 'relevante' para a nação ou para o indivíduo era um tema recorrente. O que era 'considerado irrelevante' podia ser marginalizado.
Com o início da globalização e a expansão da mídia, a discussão sobre o que a sociedade deveria 'considerar relevante' ganhou novas dimensões, com a ascensão de novas formas de entretenimento e informação.
A proliferação da internet e das redes sociais transformou a maneira como a informação é consumida e filtrada. A expressão é usada em discussões sobre 'fake news', 'desinformação' e a curadoria de conteúdo.
Conflitos sociais
Em regimes autoritários, a censura frequentemente operava ao 'considerar irrelevante' informações ou vozes dissidentes, silenciando o debate público.
A polarização política e social leva frequentemente a grupos 'considerarem irrelevante' os argumentos ou as preocupações de grupos opostos, dificultando o diálogo e a construção de consensos.
Vida emocional
A expressão carrega um peso de desvalorização, podendo gerar sentimentos de exclusão, frustração ou impotência em quem tem algo 'considerado irrelevante'. Por outro lado, para quem a utiliza, pode trazer uma sensação de controle, objetividade ou até mesmo de superioridade intelectual.
Vida digital
A expressão é frequentemente usada em discussões online sobre a relevância de notícias, posts, ou mesmo de pessoas. Em fóruns e redes sociais, pode ser uma forma de encerrar um debate ou de desqualificar um tópico. → ver detalhes
Em plataformas como Twitter e Reddit, a capacidade de filtrar o que é 'relevante' é central. Algoritmos de recomendação tentam prever o que o usuário considera relevante. A expressão pode aparecer em memes sobre a quantidade avassaladora de informação ou sobre a dificuldade de se concentrar. Hashtags como #Ignorar ou #SemImportancia podem ser usadas em contextos similares.
Representações
Personagens em posições de poder frequentemente 'consideram irrelevante' as preocupações de personagens secundários ou de classes menos favorecidas, refletindo dinâmicas sociais e de poder. Exemplos podem ser encontrados em dramas sociais e filmes de crítica política.
Comparações culturais
Inglês: 'to consider irrelevant' ou 'to deem unimportant'. Espanhol: 'considerar irrelevante' ou 'dar por irrelevante'. Ambas as línguas compartilham a estrutura e o sentido direto. Em francês, 'considérer comme non pertinent' ou 'juger sans importance'. Em alemão, 'für irrelevant halten' ou 'als unwichtig erachten'. A noção de desvalorização e exclusão do escopo de atenção é universal, mas a forma de expressá-la varia.
Formação do Português
Séculos V-XV — Formação do português a partir do latim vulgar. O verbo 'considerare' (latim) já existia, significando 'olhar junto', 'pensar', 'avaliar'. O substantivo 'relevans' (latim) significava 'que levanta', 'que ergue', 'importante'. A junção para formar 'considerar irrelevante' como expressão de desvalorização se consolida nesse período.
Consolidação Linguística e Uso Formal
Séculos XVI-XIX — A expressão 'considerar irrelevante' se estabelece no vocabulário formal e literário, usada em textos jurídicos, filosóficos e administrativos para denotar a exclusão de algo do escopo de atenção ou importância.
Era Moderna e Contemporânea
Século XX-Atualidade — A expressão mantém seu sentido formal, mas ganha nuances com o avanço da comunicação e a proliferação de informações. O ato de 'considerar irrelevante' pode ser uma escolha consciente ou uma consequência da sobrecarga informacional.
Derivado do latim 'considerare' (olhar atentamente, ponderar) e 'irrelevans' (sem importância).