considerou-se
Do latim 'considerare', que significa 'observar atentamente', 'examinar'.
Origem
Do latim 'considerare', que significa 'observar atentamente', 'examinar', 'refletir', 'ponderar'.
Mudanças de sentido
Sentido primário de 'olhar para', 'examinar', 'ponderar'.
Mantém o sentido de 'ter em consideração', 'avaliar', 'julgar', 'pensar sobre'. A adição do 'se' em 'considerou-se' indica uma reflexão sobre si mesmo ou uma ação direcionada a um sujeito implícito ou a um contexto mais amplo.
A forma 'considerou-se' pode implicar uma autoavaliação ('ele considerou-se culpado') ou uma avaliação de algo em relação a um contexto ('o projeto considerou-se bem-sucedido'). O pronome 'se' pode ser reflexivo, recíproco ou parte de uma construção passiva sintética, dependendo do contexto.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos legais, onde a conjugação verbal com pronome em ênclise já era estabelecida. A forma específica 'considerou-se' aparece em textos que refletem o uso do pretérito perfeito do indicativo.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões, Machado de Assis, Eça de Queirós, entre outros, onde a forma 'considerou-se' é utilizada para descrever reflexões, julgamentos e avaliações de personagens ou narradores.
Uso frequente em teses, artigos científicos e petições, onde a precisão e a formalidade são essenciais para apresentar argumentos e conclusões.
Vida digital
A forma 'considerou-se' é amplamente utilizada em textos online, desde artigos de notícias e blogs até comentários em redes sociais. A escolha entre próclise ('se considerou') e ênclise ('considerou-se') pode ser influenciada pela norma culta ou por um estilo mais formal em determinados contextos digitais.
Buscas relacionadas a 'como se escreve considerou-se' ou 'considerou-se ou se considerou' são comuns, indicando a atenção à norma gramatical no ambiente digital.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria 'he/she/it considered himself/herself/itself' (reflexivo) ou 'it was considered' (passivo sintético). A ênclise do pronome 'se' em português não tem um paralelo direto na estrutura gramatical inglesa. Espanhol: 'se consideró' (pretérito perfeito simples, com pronome antes do verbo em muitas conjugações, ou após em infinitivos/gerúndios). O uso do 'se' é similar em função reflexiva ou passiva. Francês: 'il/elle se considéra' (passé simple) ou 'il/elle s'est considéré(e)' (passé composé). O pronome reflexivo 'se' precede o verbo auxiliar ou o verbo principal em algumas formas. Alemão: 'er/sie/es betrachtete sich' (Präteritum) ou 'er/sie/es hat sich betrachtet' (Perfekt). O pronome reflexivo 'sich' segue o verbo na forma conjugada em tempos simples.
Relevância atual
A forma 'considerou-se' mantém sua relevância como uma construção gramaticalmente correta e estilisticamente adequada para contextos formais e literários no português brasileiro. Sua presença em textos acadêmicos, jurídicos e literários demonstra sua contínua importância na comunicação escrita.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'considerar' tem origem no latim 'considerare', que significa 'observar atentamente', 'examinar', 'refletir'. A forma 'considerou-se' surge da conjugação do pretérito perfeito do indicativo na terceira pessoa do singular ('considerou') com a adição do pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, uma construção comum na língua portuguesa.
Evolução no Português
Idade Média a Século XIX - A estrutura 'verbo + se' em ênclise se consolida no português. 'Considerou-se' é amplamente utilizada em textos literários, jurídicos e administrativos, mantendo seu sentido original de reflexão ou avaliação.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade - A forma 'considerou-se' continua sendo gramaticalmente correta e frequente na escrita formal e informal. Sua prevalência pode variar com a preferência por próclise em alguns contextos, mas a ênclise permanece válida e estilisticamente marcada.
Do latim 'considerare', que significa 'observar atentamente', 'examinar'.