consultara
Do latim 'consultare', verbo iterativo de 'consulere', que significa 'deliberar', 'pedir conselho', 'examinar'.
Origem
Deriva do verbo latino 'consultare', que significa 'pedir conselho', 'deliberar', 'pensar junto'. A terminação '-ra' indica o pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'pedir conselho' ou 'deliberar' se manteve, mas a forma verbal 'consultara' passou a ser utilizada especificamente para denotar uma ação de consulta que ocorreu antes de outra ação passada, com ênfase na completude temporal.
Primeiro registro
A forma 'consultara' e outras conjugações do pretérito mais-que-perfeito do indicativo são encontradas em textos da Idade Média, como as Cantigas de Santa Maria e crônicas históricas, refletindo a gramática herdada do latim.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Luís de Camões, onde a precisão temporal e a formalidade da linguagem eram essenciais.
Utilizada em registros oficiais e leis para descrever ações passadas que fundamentavam decisões ou narrativas.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente seria o 'pluperfect' (ex: 'had consulted'). Espanhol: 'había consultado' (pretérito pluscuamperfecto). Ambas as línguas possuem tempos verbais com função similar para expressar ações passadas anteriores a outras ações passadas, mantendo a complexidade gramatical.
Relevância atual
A forma 'consultara' é considerada formal e gramaticalmente precisa, mas sua frequência de uso na linguagem falada é baixa. É mais comum em contextos acadêmicos, literários e em textos que requerem um registro formal e detalhado do passado. O uso em mídias sociais ou linguagem informal é raro, sendo substituída por construções mais simples.
Origem Latina e Formação Verbal
A palavra 'consultara' deriva do verbo latino 'consultare', que significa 'pensar junto', 'deliberar', 'pedir conselho'. A forma 'consultara' é a terceira pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada. Essa conjugação se estabeleceu no português através da evolução do latim vulgar.
Uso em Textos Clássicos e Formais
Desde os primeiros registros da língua portuguesa, formas verbais como 'consultara' foram utilizadas em textos literários, jurídicos e religiosos, mantendo sua função gramatical de expressar uma ação concluída em um passado remoto. Sua presença é comum em crônicas, romances de cavalaria e documentos oficiais.
Uso Contemporâneo e Formalidade
Atualmente, 'consultara' é uma forma verbal que, embora gramaticalmente correta, é menos frequente na fala cotidiana, sendo mais encontrada em textos formais, literários ou em contextos que exigem precisão temporal em narrativas passadas. O uso de tempos verbais mais simples, como o pretérito perfeito ('consultou'), é mais comum na linguagem informal.
Do latim 'consultare', verbo iterativo de 'consulere', que significa 'deliberar', 'pedir conselho', 'examinar'.