contiam
Do latim 'continere', composto de 'con-' (junto) e 'tenere' (ter, segurar).
Origem
Do latim 'continere', composto por 'con-' (junto) e 'tenere' (ter, segurar). O significado original é 'segurar junto', 'unir', 'conter'.
Mudanças de sentido
Segurar junto, unir, conter, compreender.
Manutenção do sentido literal: conter algo dentro de limites, segurar, compreender, abarcar.
Expansão para sentidos figurados: conter emoções, conter revoltas, conter expansão. → ver detalhes A forma 'contiam' era usada para descrever ações passadas de contenção, seja física ou abstrata, em contextos narrativos.
Uso predominante no sentido literal e figurado de 'conter', 'segurar', 'compreender', 'incluir'. A forma 'contiam' é mais comum em registros formais e literários.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos legais, onde o verbo 'conter' e suas conjugações já aparecem.
Momentos culturais
A forma 'contiam' aparece em obras literárias que narram eventos históricos ou fictícios, descrevendo situações de controle, limite ou inclusão no passado. Exemplo: 'As muralhas contiam o avanço inimigo.' ou 'Os livros contiam a sabedoria dos antigos.'
Utilizada em textos históricos para descrever o estado de coisas ou ações passadas. Exemplo: 'Os documentos da época contiam informações cruciais sobre a colonização.'
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente seria 'contained' (pretérito perfeito) ou 'were containing' (pretérito imperfeito contínuo), do verbo 'to contain'. Espanhol: A forma verbal correspondente seria 'contenían' (pretérito imperfeito do indicativo), do verbo 'contener'. Francês: A forma verbal correspondente seria 'contenaient' (imparfait), do verbo 'contenir'.
Relevância atual
A forma 'contiam' é gramaticalmente correta e compreendida no português brasileiro, mas seu uso é restrito a contextos formais, literários ou acadêmicos. Na linguagem falada e informal, construções como 'conseguiam conter', 'tinham dentro de si' ou simplesmente o pretérito perfeito 'conteram' podem ser mais comuns, dependendo do contexto específico.
Origem Latina e Formação do Verbo 'Conter'
Século XIII - O verbo 'conter' tem sua origem no latim 'continere', que significa 'segurar junto', 'unir', 'conter', 'compreender'. É formado pelo prefixo 'con-' (junto) e o verbo 'tenere' (ter, segurar). A forma 'contiam' é a conjugação do pretérito imperfeito do indicativo, indicando uma ação contínua ou habitual no passado.
Entrada e Uso no Português Medieval e Clássico
Séculos XIV-XVIII - O verbo 'conter' e suas conjugações, incluindo 'contiam', já estavam estabelecidos no português arcaico e clássico. O uso era predominantemente literal, referindo-se a 'conter algo dentro de limites', 'segurar', 'compreender' ou 'abarcar'.
Evolução Semântica e Uso Figurado
Séculos XIX-XX - O sentido de 'conter' se expande para abranger significados mais abstratos como 'conter a emoção', 'conter a revolta', 'conter a expansão'. A forma 'contiam' era usada em narrativas históricas, literárias e cotidianas para descrever ações passadas que envolviam essa contenção.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Séculos XXI - A forma 'contiam' continua sendo utilizada na norma culta da língua portuguesa brasileira, especialmente em textos formais, literários e históricos. Seu uso é menos frequente na linguagem coloquial, onde outras construções podem ser preferidas. O sentido principal permanece ligado à ideia de 'conter', 'segurar', 'compreender' ou 'incluir'.
Do latim 'continere', composto de 'con-' (junto) e 'tenere' (ter, segurar).