conviccao-infundada
Formado pela junção de 'convicção' (do latim convictio, -onis) e 'infundada' (do latim infundatus, -a, -um).
Origem
Do latim 'convictio' (ato de convencer, prova) + 'infundatus' (sem fundamento, sem base).
Mudanças de sentido
Restrito a contextos jurídicos e filosóficos, referindo-se à ausência de prova ou raciocínio lógico em argumentos.
Ampliação para crenças pessoais, preconceitos e opiniões sem base factual, em discursos gerais.
A expressão começa a ser usada para descrever crenças arraigadas que não se sustentam em evidências, abrangendo desde superstições até preconceitos sociais.
Fortemente associada à desinformação, fake news e teorias conspiratórias no ambiente digital.
A era da internet e das redes sociais intensificou o debate sobre 'convicções infundadas', tornando a expressão central em discussões sobre a veracidade da informação e a formação de opinião pública.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e filosóficos da época, como tratados sobre argumentação e direito. (Referência: corpus_textual_historico.txt)
Momentos culturais
Popularização em debates políticos e sociais, com uso frequente em artigos de opinião e programas de TV.
Central em discussões sobre 'pós-verdade', desinformação e polarização política, com forte presença em documentários e debates acadêmicos sobre mídia.
Conflitos sociais
Uso em debates sobre preconceito e discriminação, onde crenças infundadas sobre grupos sociais eram combatidas.
Intensificação em conflitos políticos e sociais, associada à disseminação de fake news e à dificuldade de diálogo baseado em fatos.
Vida emocional
A expressão carrega um peso negativo, associada à irracionalidade, teimosia e, em contextos mais graves, à manipulação ou ignorância voluntária. Pode gerar frustração em quem tenta debater com base em fatos.
Vida digital
Altamente presente em discussões online sobre política, ciência e saúde. Frequentemente usada em artigos de fact-checking e em debates em redes sociais. (Referência: dados_buscas_online.txt)
Pode aparecer em memes ou em discussões irônicas sobre crenças populares ou teorias conspiratórias.
Representações
Personagens em novelas ou filmes que defendem ideias sem base, muitas vezes retratados como excêntricos ou equivocados.
Documentários e séries que investigam o fenômeno das fake news e das teorias conspiratórias frequentemente abordam o conceito de 'convicção infundada'.
Comparações culturais
Inglês: 'unfounded belief' ou 'baseless conviction'. Espanhol: 'convicción infundada' ou 'creencia sin fundamento'. Ambas as línguas compartilham a estrutura e o sentido literal da expressão em português, refletindo raízes latinas comuns. O conceito é universal, mas a ênfase e o contexto de uso podem variar culturalmente, especialmente em relação à percepção de 'fato' e 'evidência'.
Relevância atual
Extremamente relevante no contexto contemporâneo, marcado pela proliferação de desinformação e pela polarização. A capacidade de identificar e combater 'convicções infundadas' é vista como crucial para a saúde democrática e o progresso social.
Origem Etimológica e Formação
Século XVI - A palavra 'convicção' deriva do latim 'convictio', que significa 'ato de convencer', 'prova', 'demonstração'. O termo 'infundada' vem do latim 'infundatus', particípio passado de 'infundare', que significa 'sem fundamento', 'sem base'. A junção das duas palavras, 'convicção infundada', surge como uma expressão para descrever uma crença sem alicerces sólidos.
Entrada e Uso Inicial no Português
Séculos XVII-XVIII - A expressão 'convicção infundada' começa a aparecer em textos jurídicos e filosóficos, referindo-se a argumentos ou crenças que carecem de prova ou raciocínio lógico. O uso é formal e restrito a debates intelectuais e legais.
Popularização e Ampliação de Uso
Século XX - A expressão se torna mais comum no discurso geral, especialmente em debates públicos, jornalismo e psicologia. Começa a ser usada para descrever crenças pessoais, preconceitos ou opiniões sem base factual, não se limitando apenas a contextos formais.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XXI - A expressão 'convicção infundada' é amplamente utilizada em discussões sobre desinformação, teorias conspiratórias e polarização política. Ganha relevância no ambiente digital, sendo frequentemente associada a fake news e discursos sem embasamento científico ou lógico.
Formado pela junção de 'convicção' (do latim convictio, -onis) e 'infundada' (do latim infundatus, -a, -um).