conviccao-infundada

Formado pela junção de 'convicção' (do latim convictio, -onis) e 'infundada' (do latim infundatus, -a, -um).

Origem

Século XVI

Do latim 'convictio' (ato de convencer, prova) + 'infundatus' (sem fundamento, sem base).

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XVIII

Restrito a contextos jurídicos e filosóficos, referindo-se à ausência de prova ou raciocínio lógico em argumentos.

Século XX

Ampliação para crenças pessoais, preconceitos e opiniões sem base factual, em discursos gerais.

A expressão começa a ser usada para descrever crenças arraigadas que não se sustentam em evidências, abrangendo desde superstições até preconceitos sociais.

Século XXI

Fortemente associada à desinformação, fake news e teorias conspiratórias no ambiente digital.

A era da internet e das redes sociais intensificou o debate sobre 'convicções infundadas', tornando a expressão central em discussões sobre a veracidade da informação e a formação de opinião pública.

Primeiro registro

Séculos XVII-XVIII

Registros em textos jurídicos e filosóficos da época, como tratados sobre argumentação e direito. (Referência: corpus_textual_historico.txt)

Momentos culturais

Século XX

Popularização em debates políticos e sociais, com uso frequente em artigos de opinião e programas de TV.

Século XXI

Central em discussões sobre 'pós-verdade', desinformação e polarização política, com forte presença em documentários e debates acadêmicos sobre mídia.

Conflitos sociais

Século XX

Uso em debates sobre preconceito e discriminação, onde crenças infundadas sobre grupos sociais eram combatidas.

Século XXI

Intensificação em conflitos políticos e sociais, associada à disseminação de fake news e à dificuldade de diálogo baseado em fatos.

Vida emocional

Geral

A expressão carrega um peso negativo, associada à irracionalidade, teimosia e, em contextos mais graves, à manipulação ou ignorância voluntária. Pode gerar frustração em quem tenta debater com base em fatos.

Vida digital

Século XXI

Altamente presente em discussões online sobre política, ciência e saúde. Frequentemente usada em artigos de fact-checking e em debates em redes sociais. (Referência: dados_buscas_online.txt)

Século XXI

Pode aparecer em memes ou em discussões irônicas sobre crenças populares ou teorias conspiratórias.

Representações

Século XX

Personagens em novelas ou filmes que defendem ideias sem base, muitas vezes retratados como excêntricos ou equivocados.

Século XXI

Documentários e séries que investigam o fenômeno das fake news e das teorias conspiratórias frequentemente abordam o conceito de 'convicção infundada'.

Comparações culturais

Geral

Inglês: 'unfounded belief' ou 'baseless conviction'. Espanhol: 'convicción infundada' ou 'creencia sin fundamento'. Ambas as línguas compartilham a estrutura e o sentido literal da expressão em português, refletindo raízes latinas comuns. O conceito é universal, mas a ênfase e o contexto de uso podem variar culturalmente, especialmente em relação à percepção de 'fato' e 'evidência'.

Relevância atual

Atualidade

Extremamente relevante no contexto contemporâneo, marcado pela proliferação de desinformação e pela polarização. A capacidade de identificar e combater 'convicções infundadas' é vista como crucial para a saúde democrática e o progresso social.

Origem Etimológica e Formação

Século XVI - A palavra 'convicção' deriva do latim 'convictio', que significa 'ato de convencer', 'prova', 'demonstração'. O termo 'infundada' vem do latim 'infundatus', particípio passado de 'infundare', que significa 'sem fundamento', 'sem base'. A junção das duas palavras, 'convicção infundada', surge como uma expressão para descrever uma crença sem alicerces sólidos.

Entrada e Uso Inicial no Português

Séculos XVII-XVIII - A expressão 'convicção infundada' começa a aparecer em textos jurídicos e filosóficos, referindo-se a argumentos ou crenças que carecem de prova ou raciocínio lógico. O uso é formal e restrito a debates intelectuais e legais.

Popularização e Ampliação de Uso

Século XX - A expressão se torna mais comum no discurso geral, especialmente em debates públicos, jornalismo e psicologia. Começa a ser usada para descrever crenças pessoais, preconceitos ou opiniões sem base factual, não se limitando apenas a contextos formais.

Uso Contemporâneo e Digital

Século XXI - A expressão 'convicção infundada' é amplamente utilizada em discussões sobre desinformação, teorias conspiratórias e polarização política. Ganha relevância no ambiente digital, sendo frequentemente associada a fake news e discursos sem embasamento científico ou lógico.

conviccao-infundada

Formado pela junção de 'convicção' (do latim convictio, -onis) e 'infundada' (do latim infundatus, -a, -um).

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