corretudes
Não aplicável, pois não é um vocábulo reconhecido.
Origem
Derivação do adjetivo 'correto', que vem do latim 'correctus', particípio passado de 'corrigere' (endireitar, emendar). A terminação '-ude' é um sufixo latino que forma substantivos abstratos indicando qualidade ou estado.
Mudanças de sentido
Referia-se à qualidade de ser correto, exatidão, precisão. Era uma forma culta e pouco usual.
A forma 'corretudes' (plural) passou a ser usada como um erro comum ou uma forma coloquial/irônica para 'corretices' ou 'erros'. A palavra original 'corretude' (singular) é raramente usada, e o plural 'corretudes' é quase sempre entendido como um desvio da norma culta.
O uso de 'corretudes' pode ser visto como uma forma de humor linguístico, onde o falante demonstra consciência do erro, mas o utiliza para efeito cômico ou para se referir a uma série de pequenos erros ou falhas.
Primeiro registro
Registros esparsos em textos literários e gramaticais da época, referindo-se à qualidade de ser correto. A forma 'corretudes' como erro é mais difícil de datar precisamente, mas sua disseminação é observada a partir do século XX.
Momentos culturais
A palavra 'corretudes' pode ter sido popularizada em programas de auditório, humorísticos ou em conversas informais, onde erros de português eram frequentemente destacados ou usados para criar personagens cômicos.
A internet e as redes sociais amplificaram o uso de 'corretudes' em memes, comentários e posts, muitas vezes em tom de autodepreciação ou para comentar sobre a própria falta de atenção ou conhecimento.
Conflitos sociais
O uso de 'corretudes' é um ponto de conflito entre a norma culta e a linguagem coloquial/popular. Pode gerar discussões sobre 'certo' e 'errado' na língua, e ser visto como um sinal de desleixo linguístico por alguns, ou como uma manifestação criativa da língua por outros.
Vida emocional
A palavra 'corretudes' carrega um peso de informalidade, humor e, por vezes, de autocrítica. Pode evocar sentimentos de leveza, diversão ou até mesmo um certo constrangimento disfarçado de piada.
Vida digital
Altamente presente em redes sociais como Twitter, Facebook e Instagram. Usada em hashtags como #corretudes, #corretices, #errosdeportugues. Frequentemente aparece em comentários de posts, em discussões sobre gramática ou em situações de humor.
Viraliza em memes que brincam com erros comuns de português ou com situações cotidianas onde a atenção falha. É um termo reconhecido por muitos usuários da internet brasileira.
Comparações culturais
Inglês: A palavra 'correctness' existe, mas o uso de um plural informal e jocoso para 'errors' ou 'mistakes' não tem um equivalente direto tão popularizado. Espanhol: 'Corrección' (singular) e 'correcciones' (plural) são as formas padrão. Um plural informal e jocoso como 'corretudes' não é comum. Francês: 'Correction' (singular) e 'corrections' (plural) são as formas normais. Não há um equivalente direto para o uso brasileiro de 'corretudes'.
Relevância atual
A palavra 'corretudes' é um fenômeno linguístico informal no português brasileiro. Embora não seja aceita na norma culta, sua presença na linguagem falada e digital demonstra a vitalidade e a capacidade de adaptação da língua, servindo como um marcador de informalidade, humor e autoconsciência linguística.
Origem e Desenvolvimento Inicial
Século XVI - Derivação de 'correto' (do latim correctus, particípio passado de corrigere, 'endireitar', 'emendar'). A formação de substantivos abstratos a partir de adjetivos era comum.
Uso Formal e Desuso
Séculos XVII a XIX - A forma 'corretude' (singular) e 'corretudes' (plural) existiu em registros formais, mas com baixa frequência. Era usada em contextos eruditos ou técnicos para se referir à qualidade de ser correto, exatidão.
Emergência da Forma Incorreta
Século XX - O surgimento e popularização da forma 'corretudes' como um erro comum ou uma criação linguística informal, possivelmente por analogia com outras palavras no plural ou por influência de fala coloquial.
Uso Contemporâneo e Digital
Anos 2000 - Atualidade - A forma 'corretudes' é amplamente reconhecida como um erro de português, mas também aparece em contextos informais, humorísticos e na internet, muitas vezes de forma autoconsciente ou irônica.
Não aplicável, pois não é um vocábulo reconhecido.