corrupiar
Derivado de 'corrupto' + sufixo verbal '-ear'.
Origem
Do latim 'corrugare' (franzir, enrugar), com possível influência de 'corruptus' (corrompido). O sentido original é de enrugar o rosto.
Mudanças de sentido
Enrugar o rosto, franzir a testa.
Ganhou nuances de desdém, desprezo e nojo, mantendo o sentido de franzir o rosto.
Predominantemente 'enrugar o rosto em sinal de desagrado, desdém ou nojo'. Uso restrito e muitas vezes arcaizante.
A palavra 'corrupiado' (particípio) é mais frequente que o verbo 'corrupiar' em registros informais ou regionais, referindo-se a alguém com o rosto visivelmente contrariado ou enojado.
Primeiro registro
Registros em textos portugueses da época, indicando o uso do verbo e do particípio com o sentido de enrugar o rosto.
Momentos culturais
Pode ter aparecido em obras literárias que buscavam retratar a fala popular ou regional, mas sem destaque proeminente.
Presença esporádica em literatura e teatro, frequentemente associada a personagens rústicos ou em situações de forte expressividade facial.
Comparações culturais
Inglês: Não há um equivalente direto e comum. Expressões como 'to frown' (franzir a testa), 'to grimace' (fazer careta) ou 'to sneer' (escarnecer, sorrir com desdém) cobrem aspectos do sentido. Espanhol: 'Arrugar el ceño' (franzir a testa), 'hacer una mueca de asco' (fazer uma careta de nojo). O verbo 'corrupiar' não tem um correlato direto e de uso corrente.
Relevância atual
A palavra 'corrupiar' e suas derivações são de baixa frequência no português brasileiro contemporâneo, especialmente na norma culta. Seu uso é limitado a contextos específicos onde se deseja evocar um sentido de forte desagrado ou desdém facial, muitas vezes com um tom arcaizante ou regional.
Origem e Primeiros Usos em Portugal
Século XVI - Derivado do latim 'corrugare' (franzir, enrugar), possivelmente com influência de 'corruptus' (corrompido). Inicialmente, referia-se a enrugar o rosto, expressando desaprovação ou desagrado. 'Corrupiado' significava enrugado, franzido. A forma verbal 'corrupiar' surge nesse contexto.
Evolução no Brasil Colonial e Império
Séculos XVII-XIX - O sentido de 'franzir o rosto' se mantém, mas começa a ganhar nuances de desdém, desprezo ou nojo. O uso se restringe a contextos mais informais e expressivos. A palavra não era comum na escrita formal.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade - O verbo 'corrupiar' e seu particípio 'corrupiado' são raramente usados na norma culta. Sobrevivem em nichos regionais ou como arcaísmo. O sentido principal é 'enrugar o rosto em sinal de desagrado, desdém ou nojo'. Pode aparecer em contextos literários ou em falas que buscam um tom mais expressivo ou arcaizante. A forma conjugada 'corrupiado(a)' é mais comum que o verbo em si.
Derivado de 'corrupto' + sufixo verbal '-ear'.