Palavras

corrupiar

Derivado de 'corrupto' + sufixo verbal '-ear'.

Origem

Século XVI

Do latim 'corrugare' (franzir, enrugar), com possível influência de 'corruptus' (corrompido). O sentido original é de enrugar o rosto.

Mudanças de sentido

Século XVI

Enrugar o rosto, franzir a testa.

Séculos XVII-XIX

Ganhou nuances de desdém, desprezo e nojo, mantendo o sentido de franzir o rosto.

Século XX - Atualidade

Predominantemente 'enrugar o rosto em sinal de desagrado, desdém ou nojo'. Uso restrito e muitas vezes arcaizante.

A palavra 'corrupiado' (particípio) é mais frequente que o verbo 'corrupiar' em registros informais ou regionais, referindo-se a alguém com o rosto visivelmente contrariado ou enojado.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos portugueses da época, indicando o uso do verbo e do particípio com o sentido de enrugar o rosto.

Momentos culturais

Século XIX

Pode ter aparecido em obras literárias que buscavam retratar a fala popular ou regional, mas sem destaque proeminente.

Século XX

Presença esporádica em literatura e teatro, frequentemente associada a personagens rústicos ou em situações de forte expressividade facial.

Comparações culturais

Inglês: Não há um equivalente direto e comum. Expressões como 'to frown' (franzir a testa), 'to grimace' (fazer careta) ou 'to sneer' (escarnecer, sorrir com desdém) cobrem aspectos do sentido. Espanhol: 'Arrugar el ceño' (franzir a testa), 'hacer una mueca de asco' (fazer uma careta de nojo). O verbo 'corrupiar' não tem um correlato direto e de uso corrente.

Relevância atual

A palavra 'corrupiar' e suas derivações são de baixa frequência no português brasileiro contemporâneo, especialmente na norma culta. Seu uso é limitado a contextos específicos onde se deseja evocar um sentido de forte desagrado ou desdém facial, muitas vezes com um tom arcaizante ou regional.

Origem e Primeiros Usos em Portugal

Século XVI - Derivado do latim 'corrugare' (franzir, enrugar), possivelmente com influência de 'corruptus' (corrompido). Inicialmente, referia-se a enrugar o rosto, expressando desaprovação ou desagrado. 'Corrupiado' significava enrugado, franzido. A forma verbal 'corrupiar' surge nesse contexto.

Evolução no Brasil Colonial e Império

Séculos XVII-XIX - O sentido de 'franzir o rosto' se mantém, mas começa a ganhar nuances de desdém, desprezo ou nojo. O uso se restringe a contextos mais informais e expressivos. A palavra não era comum na escrita formal.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XX-Atualidade - O verbo 'corrupiar' e seu particípio 'corrupiado' são raramente usados na norma culta. Sobrevivem em nichos regionais ou como arcaísmo. O sentido principal é 'enrugar o rosto em sinal de desagrado, desdém ou nojo'. Pode aparecer em contextos literários ou em falas que buscam um tom mais expressivo ou arcaizante. A forma conjugada 'corrupiado(a)' é mais comum que o verbo em si.

corrupiar

Derivado de 'corrupto' + sufixo verbal '-ear'.

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