coza
Não aplicável.↗ fonte
Origem
Deriva de 'coisa', com provável influência de dialetos portugueses ou simplificação fonética/morfológica. A origem exata da variação é incerta, mas se insere no contexto da evolução do português.
Mudanças de sentido
Mantém o sentido original de 'coisa', referindo-se a um objeto, assunto, fato ou qualquer entidade indefinida. Não há uma mudança significativa de sentido, mas sim uma variação na forma de expressá-lo.
Perde relevância e é gradualmente substituída por 'coisa' na norma culta, não por mudança de sentido, mas por obsolescência da forma.
A substituição de 'coza' por 'coisa' reflete um processo de padronização linguística no Brasil, onde formas mais conservadoras ou regionais tendem a ceder espaço para a norma estabelecida pela gramática e pelo uso mais disseminado.
Primeiro registro
Registros em documentos manuscritos e literatura portuguesa da época, indicando seu uso em Portugal antes da chegada ao Brasil. A documentação específica no Brasil remonta aos primeiros séculos da colonização.
Comparações culturais
Inglês: Não há um equivalente direto para 'coza' como uma variação arcaica ou regional de 'thing'. A palavra 'thing' é a forma padrão e única. Espanhol: Similarmente, o espanhol utiliza 'cosa' como forma padrão, sem uma variação comum como 'coza'. Outros idiomas: Em francês, 'chose' é a palavra padrão para 'thing', sem variações análogas. Em italiano, 'cosa' é a palavra padrão.
Relevância atual
A palavra 'coza' possui relevância mínima no português brasileiro contemporâneo. É considerada uma forma obsoleta ou regional muito restrita, não sendo utilizada na comunicação cotidiana ou formal. Sua menção pode ocorrer em estudos linguísticos sobre a história da língua ou em contextos de resgate de vocabulário antigo.
Origem em Portugal
Séculos XV-XVI — A palavra 'coza' surge em Portugal como uma variação fonética e morfológica de 'coisa', possivelmente influenciada por dialetos regionais ou por um processo de simplificação linguística. Seu uso era mais comum em contextos informais e regionais.
Entrada no Brasil
Séculos XVI-XVIII — Com a colonização, 'coza' chega ao Brasil, mantendo seu caráter informal e regional. É utilizada em documentos menos formais, cartas e na fala cotidiana, coexistindo com 'coisa'.
Declínio de Uso
Séculos XIX-XX — A norma culta do português brasileiro consolida 'coisa' como a forma padrão. 'Coza' começa a ser vista como um desvio ou um erro gramatical, perdendo espaço na escrita e na fala formal.
Atualidade
Século XXI — 'Coza' é raramente utilizada no português brasileiro contemporâneo. É considerada uma forma arcaica ou regional muito específica, não sendo reconhecida como uma palavra padrão ou comum. Sua presença é mínima e restrita a contextos de resgate histórico ou dialetal.
Não aplicável.