crencas

Do latim 'credentia', derivado de 'credere' (acreditar).

Origem

Século XIII

Do latim 'credentia', significando 'aquilo em que se crê', derivado de 'credere' (crer).

Mudanças de sentido

Século XIII

Primariamente associado a doutrinas e dogmas religiosos.

Idade Média - Século XVIII

Expansão para incluir opiniões, ideias e sistemas de pensamento em geral.

Século XIX - Atualidade

Abrange fé, convicções pessoais, valores, superstições e ideologias.

No Brasil, a palavra 'crenças' adquiriu uma amplitude semântica notável, englobando desde a fé religiosa e espiritualidade até convicções políticas, morais e sociais. Inclui também o que é popularmente chamado de 'crendices' ou superstições, demonstrando uma flexibilidade de uso que vai do sagrado ao profano, do racional ao irracional.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos religiosos e filosóficos medievais em latim vulgar e nascentes línguas românicas, precursoras do português.

Momentos culturais

Período Colonial Brasileiro

Discussões sobre as crenças indígenas, africanas e europeias, e seus conflitos e sincretismos.

Século XIX

Debates intelectuais sobre a secularização e o papel das crenças na sociedade em formação.

Século XX

Estudos antropológicos e sociológicos sobre as diversas crenças no Brasil, como o candomblé, a umbanda e o catolicismo popular.

Atualidade

Crescente visibilidade de novas crenças e espiritualidades, e o debate sobre liberdade religiosa e intolerância.

Conflitos sociais

Período Colonial e Imperial

Perseguição e repressão às crenças de matriz africana e indígena por parte das autoridades e da igreja católica.

Século XX - Atualidade

Intolerância religiosa, debates sobre laicidade do Estado e a influência das crenças na esfera pública e política.

Vida emocional

Associada à fé, esperança, conforto, mas também a dogmatismo, fanatismo e medo.

O peso das crenças pode gerar segurança ou ansiedade, dependendo do indivíduo e do contexto.

Vida digital

Buscas por 'crenças religiosas', 'crenças populares', 'crenças espirituais' são frequentes.

Debates online sobre diferentes sistemas de crenças, muitas vezes polarizados.

Viralização de conteúdos sobre superstições, profecias e teorias da conspiração.

Uso em hashtags como #fé, #espiritualidade, #crenças.

Representações

Novelas e Filmes Brasileiros

Frequentemente retratam a diversidade de crenças, o sincretismo religioso e os conflitos gerados por elas.

Documentários

Exploram a fundo rituais, práticas e sistemas de crenças de diferentes grupos sociais e religiosos no Brasil.

Comparações culturais

Inglês: 'beliefs' (fé, convicções). Espanhol: 'creencias' (fé, convicções, superstições). Francês: 'croyances' (fé, convicções). Alemão: 'Glauben' (fé, crença, religião).

A palavra 'crenças' no português brasileiro abrange um espectro semântico similar ao espanhol 'creencias', incluindo tanto convicções profundas quanto superstições populares, com uma forte carga cultural e social.

Relevância atual

As crenças continuam a ser um pilar fundamental na formação da identidade individual e coletiva no Brasil.

O debate sobre a pluralidade de crenças e o respeito às diferenças é central na sociedade contemporânea.

A influência das crenças na política, na saúde e nas relações sociais permanece um tema de constante análise e discussão.

Origem Etimológica e Primeiros Usos

Século XIII - do latim 'credentia', que significa 'aquilo em que se crê', derivado de 'credere' (crer). Inicialmente, referia-se a um conjunto de doutrinas ou dogmas religiosos.

Expansão e Diversificação de Sentido

Idade Média ao Século XVIII - O termo se expande para abranger convicções não estritamente religiosas, incluindo opiniões, ideias e sistemas de pensamento. Começa a ser usado em contextos filosóficos e sociais.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XIX até a Atualidade - No Brasil, 'crenças' consolida-se como termo abrangente para fé, convicções pessoais, sistemas de valores, superstições e até mesmo ideologias políticas. É amplamente utilizado em discussões antropológicas, sociológicas, psicológicas e cotidianas.

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Do latim 'credentia', derivado de 'credere' (acreditar).

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