crente-no-deismo

Formado pela junção de 'crente' (do latim 'credens', 'crentis', particípio presente de 'credere', crer) e 'deísmo' (do francês 'déisme', derivado do latim 'deus', deus).

Origem

Século XVIII

O termo é uma junção do português 'crente' (aquele que crê) com o substantivo 'deísmo'. O deísmo, por sua vez, deriva do latim 'deus' (Deus), com o sufixo '-ismo' indicando doutrina ou sistema de crenças. Portanto, 'crente-no-deismo' significa literalmente 'aquele que crê no deísmo'.

Mudanças de sentido

Século XVIII

Identificação de adeptos de uma filosofia que acreditava em um Deus criador, mas que não intervinha no mundo, rejeitando dogmas, milagres e revelações.

Século XIX - Início do Século XX

Uso em contextos filosóficos e intelectuais para descrever indivíduos que professavam o deísmo, muitas vezes em oposição a religiões teístas tradicionais.

Final do Século XX - Atualidade

O termo 'crente-no-deismo' caiu em desuso. A identificação como 'deísta' é mais comum, e mesmo assim, o deísmo não é uma corrente religiosa ou filosófica amplamente praticada ou reconhecida no Brasil contemporâneo. A palavra 'crente' por si só, no Brasil, é majoritariamente associada a evangélicos.

Primeiro registro

Século XVIII

Registros em textos filosóficos e correspondências de intelectuais europeus que discutiam o deísmo e seus seguidores. A entrada específica no português brasileiro seria posterior, com a disseminação dessas ideias.

Momentos culturais

Século XVIII - Iluminismo

O deísmo foi uma corrente de pensamento proeminente durante o Iluminismo, influenciando figuras como Voltaire e Rousseau. A identificação de 'crentes-no-deismo' estava ligada a esse movimento intelectual.

Século XIX - Brasil Império

A influência do positivismo e de outras correntes filosóficas europeias pode ter levado a discussões sobre o deísmo e seus adeptos em círculos intelectuais brasileiros, embora de forma marginal.

Conflitos sociais

Século XVIII - Atualidade

O deísmo, por sua natureza de rejeição a dogmas e instituições religiosas estabelecidas, frequentemente gerou conflitos com o clero e com a sociedade majoritariamente religiosa. A identificação como 'crente-no-deismo' poderia ser vista com desconfiança ou hostilidade por grupos religiosos tradicionais.

Vida emocional

Século XVIII - Início do Século XX

A palavra carregava um peso intelectual e filosófico. Ser um 'crente-no-deismo' podia evocar sentimentos de racionalidade, independência de pensamento e, por vezes, de isolamento ou marginalização em sociedades mais religiosas.

Atualidade

O termo em si evoca pouca ou nenhuma emoção por ser raramente usado. Se usado, pode soar arcaico ou excessivamente formal. A ausência de um uso corrente indica uma falta de 'vida emocional' associada diretamente à expressão composta.

Vida digital

Atualidade

Buscas por 'crente-no-deismo' são extremamente baixas. O termo não aparece em memes, hashtags populares ou discussões online relevantes. A presença digital é quase nula, indicando que a expressão não faz parte do vocabulário online contemporâneo.

Representações

Século XVIII - Início do Século XX

Representações em literatura e filosofia, onde personagens ou ideias deístas poderiam ser discutidas, mas raramente com o termo exato 'crente-no-deismo' sendo o foco.

Atualidade

Praticamente inexistentes. O deísmo, quando abordado em mídia contemporânea (filmes, séries), tende a ser de forma genérica ou focando em figuras históricas, sem o uso específico do termo composto 'crente-no-deismo'.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Deist' é o termo comum. 'Believer in deism' seria uma tradução literal, mas raramente usada. Espanhol: 'Deísta' é o termo usual. Francês: 'Déiste'. Alemão: 'Deist'. Em todos esses idiomas, o termo composto 'crente-no-deismo' não tem equivalente direto e usual; o foco é no adjetivo ou substantivo derivado de 'deísmo'.

Origem e Consolidação do Termo

Século XVIII - O deísmo, como corrente filosófica, ganha força na Europa, influenciando o pensamento iluminista. O termo 'crente-no-deismo' surge como uma forma de identificar os adeptos dessa filosofia.

Influência e Disseminação no Brasil

Século XIX e início do Século XX - Ideias deístas chegam ao Brasil, especialmente através de intelectuais e maçons. O termo 'crente-no-deismo' é usado em círculos mais eruditos e filosóficos, com pouca penetração popular.

Uso Contemporâneo e Ressignificação

Final do Século XX e Atualidade - O termo 'crente-no-deismo' é raramente utilizado no discurso corrente. O deísmo em si é pouco difundido no Brasil, e seus adeptos, quando existem, tendem a se identificar mais com termos como 'deísta' ou simplesmente descrever suas crenças sem um rótulo específico.

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Formado pela junção de 'crente' (do latim 'credens', 'crentis', particípio presente de 'credere', crer) e 'deísmo' (do francês 'déisme', de…

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