crestomatia

Do grego 'krestos' (útil) + 'ma' (sufixo de resultado) + 'ia' (sufixo abstrato).

Origem

Século XIX

Deriva do grego 'krestos' (útil, bom) e 'manteia' (arte de adivinhar, coleção). A junção sugere uma coleção de textos considerados úteis ou selecionados para um propósito específico, como o aprendizado.

Mudanças de sentido

Século XIX - Início do Século XX

Originalmente e predominantemente usada para designar uma compilação de trechos literários ou textos selecionados, com foco em sua utilidade didática ou exemplar. O sentido permaneceu estável.

A palavra 'crestomatia' foi cunhada em um período de grande interesse pela compilação e organização do conhecimento, especialmente no campo das humanidades. Sua função era clara: reunir o que era considerado o melhor ou mais representativo de um autor, gênero ou período, para facilitar o estudo e a disseminação.

Primeiro registro

Final do século XIX

Registros em obras acadêmicas e dicionários de português da época, indicando sua adoção no meio intelectual brasileiro e português.

Momentos culturais

Século XIX - Início do Século XX

A publicação de crestomatias foi comum em escolas e universidades, servindo como base para o ensino de literatura, línguas clássicas e modernas, e história literária. Exemplos incluem coletâneas de autores clássicos gregos, latinos ou de poetas românticos.

Comparações culturais

Século XIX - Atualidade

Inglês: 'Chrestomathy' (termo erudito similar, com a mesma origem grega e uso acadêmico). Espanhol: 'Crestomatía' (termo idêntico em forma e uso, também de origem grega). Francês: 'Chrestomathie' (termo com a mesma raiz e função). Alemão: 'Chrestomathie' (igualmente derivado do grego e com o mesmo significado).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'crestomatia' mantém sua relevância em nichos acadêmicos e editoriais, especialmente em estudos de filologia, linguística e crítica literária. Embora não seja de uso comum, sua existência no léxico formal garante a precisão terminológica para descrever coletâneas de textos selecionados com fins específicos.

Origem Etimológica

Século XIX — do grego 'krestos' (útil, bom) e 'manteia' (arte de adivinhar), referindo-se a uma coleção de textos úteis ou selecionados, possivelmente com um viés de aprendizado ou sabedoria.

Entrada e Uso Inicial no Português

Final do século XIX/Início do século XX — A palavra 'crestomatia' entra no vocabulário erudito e acadêmico do português, principalmente em contextos de filologia, literatura e educação, para designar coletâneas de textos selecionados.

Uso Contemporâneo

Atualidade — 'Crestomatia' é uma palavra formal e dicionarizada, raramente utilizada na linguagem coloquial. Seu uso restringe-se a ambientes acadêmicos, editoriais e de estudos literários ou linguísticos, mantendo seu sentido original de coletânea de trechos escolhidos.

crestomatia

Do grego 'krestos' (útil) + 'ma' (sufixo de resultado) + 'ia' (sufixo abstrato).

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