criaram-a-ilusao

Derivado do verbo 'criar' (latim 'creare') e do substantivo 'ilusão' (latim 'illusio').

Origem

Século XVI

Formação a partir de 'criar' (latim creare) e 'ilusão' (latim illusio, de illudere). A expressão é uma construção sintagmática que descreve o ato de gerar algo irreal ou enganoso.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Sentido literal de fabricar algo irreal, engano, farsa, efeito visual ou narrativo enganoso.

Séculos XX-XXI

Ganho de nuances psicológicas e sociais: crenças coletivas, ideologias, autoenganos, 'ilusão de normalidade', 'ilusão de progresso'. → ver detalhes

A expressão passa a descrever não apenas a criação de algo materialmente falso, mas também a construção de percepções coletivas ou individuais que se desviam da realidade objetiva. Pode ser aplicada a discursos políticos, promessas econômicas ou até mesmo a narrativas pessoais de sucesso.

Anos 2000 - Atualidade

Fortemente associada a manipulação, desinformação e teorias da conspiração no ambiente digital.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em textos literários e crônicas da época descrevendo peças teatrais, artifícios de ilusionismo ou narrativas com elementos fantásticos. (Referência: corpus_literatura_colonial.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Uso em romances naturalistas e realistas para descrever a hipocrisia social ou os enganos de personagens. (Referência: corpus_literatura_realista.txt)

Anos 1980

Popularização em novelas e filmes que abordavam temas de traição, segredos e manipulação. (Referência: corpus_critica_audiovisual.txt)

Anos 2010 - Atualidade

Tornou-se um termo recorrente em debates políticos e sociais sobre 'fake news' e manipulação midiática.

Conflitos sociais

Anos 2010 - Atualidade

Associada a polarização política, onde grupos acusam adversários de 'criarem a ilusão' para manipular eleitores ou a opinião pública.

Anos 2020

Debates sobre a influência de algoritmos e redes sociais na criação de 'bolhas' e 'câmaras de eco', que podem ser vistas como 'ilusões criadas' para reforçar visões de mundo específicas.

Vida emocional

Séculos XVII-XIX

Associada a sentimentos de decepção, traição e desconfiança quando a ilusão é desfeita.

Anos 2000 - Atualidade

Carrega um peso de acusação, desmascaramento e cinismo. Pode evocar raiva, frustração ou um senso de alerta contra manipulações.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

Altamente presente em redes sociais (Twitter, Facebook, YouTube) como hashtag e termo de busca em discussões sobre política, economia e entretenimento.

Anos 2020

Viraliza em memes e vídeos curtos que expõem supostas manipulações ou enganos em discursos públicos ou celebridades.

Atualidade

Frequente em artigos de opinião, análises de mídia e discussões sobre desinformação online. (Referência: corpus_redes_sociais.txt)

Representações

Anos 1990-2000

Filmes de suspense e dramas psicológicos frequentemente usam a trama de personagens que 'criaram a ilusão' para enganar outros. (Ex: filmes sobre golpes financeiros ou relacionamentos falsos).

Anos 2010 - Atualidade

Documentários e séries investigativas sobre manipulação política, fraudes corporativas ou escândalos midiáticos.

Origem e Formação no Português

Século XVI - Formação do português brasileiro a partir do português europeu, com a junção dos vocábulos 'criar' (do latim creare) e 'ilusão' (do latim illusio, de illudere, zombar, enganar). A expressão surge como uma construção sintagmática para descrever o ato de gerar algo irreal ou enganoso.

Evolução de Sentido e Uso

Séculos XVII-XIX - Uso literário e coloquial para descrever enganos, farsas ou obras de arte que criam efeitos visuais ou narrativos enganosos. A expressão mantém seu sentido literal de fabricar algo que não é real.

Modernidade e Ressignificação

Séculos XX-XXI - A expressão ganha nuances psicológicas e sociais, sendo aplicada a crenças coletivas, ideologias, ou mesmo a autoenganos. Começa a ser usada em contextos mais abstratos, como a criação de uma 'ilusão de normalidade' ou 'ilusão de progresso'.

Era Digital e Viralização

Anos 2000 - Atualidade - A expressão 'criaram a ilusão' torna-se comum em discussões online, redes sociais e mídia, frequentemente associada a teorias da conspiração, manipulação política, marketing enganoso ou a percepção de que algo apresentado como real é, na verdade, fabricado.

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Derivado do verbo 'criar' (latim 'creare') e do substantivo 'ilusão' (latim 'illusio').

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