criticastes
Do latim 'criticare', que por sua vez vem do grego 'kritikós', significando 'aquele que julga'.
Origem
Deriva do grego 'kritikós' (aquele que julga, que discerne), via latim 'criticare'. A terminação '-astes' é uma marca do pretérito perfeito do indicativo para a segunda pessoa do plural (vós) no português arcaico.
Mudanças de sentido
O sentido do verbo 'criticar' permaneceu relativamente estável, abrangendo julgar, analisar, censurar ou louvar. A mudança principal foi na forma verbal e sua frequência de uso.
A forma 'criticastes' passou a ser vista como arcaica e formal, perdendo espaço para 'vocês criticaram' na comunicação corrente.
A ressignificação não ocorreu no sentido do verbo em si, mas na percepção da forma verbal 'criticastes' como um marcador de tempo e registro linguístico, associada a um português mais antigo ou formal.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico, como as cantigas galego-portuguesas e crônicas medievais, já apresentavam conjugações como 'criticastes'.
Momentos culturais
Presente em obras literárias do Romantismo e Realismo, onde a conjugação em 'vós' era ainda comum na escrita formal.
Aparece em textos acadêmicos, jurídicos e em traduções de obras clássicas, mantendo seu caráter formal.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente seria 'you criticized' (pretérito perfeito simples, sem distinção de pessoa ou número). Espanhol: A forma correspondente seria 'vosotros criticasteis' (pretérito perfeito simples para a segunda pessoa do plural, 'vosotros', ainda usada em algumas regiões da Espanha, mas 'ustedes criticaron' é a forma predominante na América Latina e na Espanha moderna para o plural informal/formal). O português brasileiro abandonou amplamente o uso de 'vós' e sua conjugação correspondente.
Relevância atual
No português brasileiro, 'criticastes' é uma forma verbal raramente usada na comunicação cotidiana, sendo mais encontrada em contextos que demandam formalidade extrema, erudição ou em referências históricas e literárias. Sua relevância reside mais em seu valor histórico e gramatical do que em seu uso prático.
Origem Etimológica e Formação
Século XIII - O verbo 'criticar' deriva do grego 'kritikós' (aquele que julga, que discerne), que passou ao latim 'criticare'. A forma verbal 'criticastes' é uma conjugação específica do pretérito perfeito do indicativo para a segunda pessoa do plural (vós), comum no português arcaico.
Evolução e Entrada no Português
Idade Média - Século XIX - A forma 'criticastes' era amplamente utilizada na escrita e na fala culta, refletindo a conjugação verbal padrão da época. O verbo 'criticar' já possuía o sentido de julgar, analisar, censurar ou louvar.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX - Atualidade - A forma 'criticastes' é considerada arcaica e formal no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é restrito a contextos literários, religiosos, jurídicos ou em citações que buscam um tom de solenidade ou antiguidade. Na comunicação cotidiana, a forma predominante é 'vocês criticaram'.
Do latim 'criticare', que por sua vez vem do grego 'kritikós', significando 'aquele que julga'.