cujo
Do latim 'cuius', genitivo de 'qui' (quem).
Origem
Deriva do pronome relativo latino 'cuius', forma genitiva de 'qui' (quem), com o sentido de 'de quem', 'pertencente a quem'.
Mudanças de sentido
Transição do latim clássico para o latim vulgar, onde a forma 'cuius' já indicava posse ou origem.
Incorporação com a função de pronome relativo possessivo, ligando orações e indicando a quem pertence algo.
Estabilização como pronome relativo invariável, com a função de expressar posse de forma elegante e concisa, evitando repetições.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, como as Cantigas de Santa Maria, já demonstram o uso do pronome relativo 'cujo'.
Momentos culturais
Amplamente utilizado na literatura clássica e romântica, em obras de Camões, Machado de Assis e outros, como recurso estilístico para sofisticação textual.
Continua sendo um marcador de formalidade e erudição na escrita acadêmica, jurídica e literária.
Comparações culturais
Inglês: Possui estruturas como 'whose' (pronome relativo possessivo) e construções com 'of which' ou 'of whom'. Espanhol: Utiliza 'cuyo/cuya/cuyos/cuyas', pronome relativo possessivo que concorda em gênero e número com o substantivo que acompanha, diferentemente do português onde é invariável. Francês: Usa 'dont' (que, de quem, de que) ou 'lequel/laquelle/lesquels/lesquelles' precedido de preposição.
Relevância atual
O uso de 'cujo' é considerado um indicador de domínio da norma culta da língua portuguesa. Embora sua frequência em conversas informais seja baixa, é essencial na escrita formal, acadêmica e literária, conferindo clareza e elegância à construção frasal. Sua presença em dicionários e gramáticas o mantém como um elemento lexical formal e dicionarizado.
Origem Etimológica
Origina-se do pronome relativo latino 'cuius', genitivo de 'qui' (quem), significando 'de quem', 'cujo'.
Entrada e Evolução na Língua Portuguesa
Introduzido no português arcaico, possivelmente através do latim vulgar falado na Península Ibérica. Manteve sua função de pronome relativo possessivo, com variações de uso e concordância ao longo dos séculos.
Uso Moderno e Dicionarização
Consolidado como pronome relativo invariável, indicando posse e estabelecendo relação entre termos. Presente em gramáticas normativas e dicionários como palavra formal.
Do latim 'cuius', genitivo de 'qui' (quem).