cunho

Do latim cuneus, 'cunha'.

Origem

Antiguidade Clássica

Deriva do latim 'cuneus', que se referia a uma peça em forma de cunha, utilizada para fixar, apertar ou como ferramenta de impressão. O verbo latino 'cuneare' significava bater com cunha, imprimir.

Mudanças de sentido

Idade Média - Período Colonial

Sentido literal de ferramenta para imprimir ou a marca deixada por ela, como em moedas e selos oficiais. Essencial para autenticação e identificação.

Século XVII - Século XIX

Expansão para o sentido figurado de 'caráter', 'qualidade', 'tipo' ou 'essência' que distingue algo ou alguém. A ideia de uma marca distintiva e permanente se mantém.

O 'cunho' de uma obra de arte, o 'cunho' de uma personalidade, o 'cunho' de uma época. A palavra passa a descrever a marca intrínseca e definidora.

Atualidade

Mantém os sentidos literal e figurado. Usado em contextos técnicos (cunho de moeda, cunho de metal) e abstratos (cunho pessoal, cunho social, cunho de autenticidade).

A palavra 'cunho' é frequentemente usada para conferir ou atestar autenticidade e qualidade. Por exemplo, 'um documento com o devido cunho oficial' ou 'uma obra com o cunho inconfundível do artista'.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos medievais portugueses referindo-se a moedas, selos e marcas de autenticidade, refletindo o uso do latim 'cuneus' e 'cuneare'.

Momentos culturais

Período Colonial

A cunhagem de moedas com o 'cunho' real era um símbolo de soberania e poder.

Século XIX

A literatura e a arte começam a explorar o 'cunho' individual dos artistas e escritores, valorizando a originalidade e o estilo.

Século XX

O 'cunho' de autenticidade se torna crucial em áreas como colecionismo e numismática.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'stamp' (selo, carimbo), 'hallmark' (marca de autenticidade, especialmente em metais preciosos), 'imprint' (impressão, marca). Espanhol: 'sello' (selo, carimbo), 'cuño' (cunho de moeda, marca), 'carácter' (caráter). O espanhol 'cuño' é um cognato direto e compartilha muitos dos sentidos de impressão e marca. O inglês 'hallmark' captura bem a ideia de um selo de qualidade ou autenticidade. O português 'cunho' abrange tanto a ferramenta quanto a marca, e o sentido figurado de caráter.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'cunho' mantém sua relevância em contextos formais e técnicos, especialmente em numismática, filatelia e documentação oficial. No uso figurado, é essencial para descrever a marca distintiva de algo ou alguém, conferindo autenticidade e caráter. É uma palavra que evoca solidez e permanência.

Origem Etimológica

Origem no latim 'cuneus', significando cunha, peça em forma de cunha, usada para fixar ou apertar. Também associado a 'cuneare', que significa bater com cunha, imprimir.

Entrada e Uso Inicial no Português

A palavra 'cunho' entra no português com o sentido de ferramenta para imprimir ou marcar, e por extensão, a marca ou selo deixado por essa ferramenta. O uso se consolida com a necessidade de autenticação e identificação em documentos e moedas.

Evolução do Sentido

O sentido de 'marca' ou 'selo' se expande para o sentido figurado de 'caráter', 'qualidade' ou 'tipo' distintivo de algo ou alguém. A ideia de algo que deixa uma marca indelével se mantém.

Uso Contemporâneo

A palavra 'cunho' é amplamente utilizada em seu sentido literal (cunho de moeda, carimbo) e figurado (cunho pessoal, cunho cultural, cunho de autenticidade). É uma palavra formal, dicionarizada, presente em diversos contextos.

cunho

Do latim cuneus, 'cunha'.

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