Palavras

cursara

Do latim 'cursare', repetitivo de 'currere', correr.

Origem

Latim

Deriva do verbo latino 'currere' (correr), com a terminação '-ara' característica do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.

Mudanças de sentido

Latim e Português Arcaico

A forma verbal 'cursara' sempre manteve seu significado gramatical de uma ação concluída antes de outra ação passada, sem alterações significativas de sentido intrínseco, mas sim de frequência de uso.

Português Brasileiro Moderno

A principal mudança não é de sentido, mas de frequência e preferência gramatical, com a forma sintética 'cursara' sendo substituída por formas analíticas.

A tendência geral nas línguas românicas é a simplificação das formas verbais sintéticas complexas em favor de construções analíticas mais transparentes. O português brasileiro segue essa tendência, tornando o uso de 'cursara' restrito a contextos literários ou gramaticais específicos.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos em português arcaico, como crônicas e documentos legais, onde a conjugação verbal era mais próxima do latim.

Momentos culturais

Literatura Clássica e Acadêmica

A forma 'cursara' é encontrada em obras literárias clássicas e em textos acadêmicos que prezam pela norma culta e pela conjugação verbal completa, como em 'Quando ele cursara a faculdade, ainda não existiam computadores'.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: O inglês não possui uma forma verbal sintética equivalente direta para o pretérito mais-que-perfeito simples; usa-se o 'past perfect' (had + particípio), como 'had taken' (tinha feito/cursado). Espanhol: O espanhol mantém o 'pretérito pluscuamperfecto de indicativo' com formas sintéticas como 'hubiera cursado' ou 'hubiese cursado', que são mais comuns que o equivalente em português. Francês: O francês usa o 'plus-que-parfait' com formas sintéticas como 'avait fait' (tinha feito/cursado), similar ao inglês em sua construção analítica.

Relevância atual

Atualidade

A relevância de 'cursara' no português brasileiro atual reside principalmente em seu valor gramatical e histórico. É uma forma que demonstra conhecimento da norma culta e é encontrada em contextos formais, literários ou em estudos linguísticos. Na comunicação cotidiana, seu uso é mínimo, sendo substituída por construções mais simples e comuns como 'tinha cursado'.

Origem Latina e Formação Verbal

A palavra 'cursara' deriva do latim 'currere' (correr), com o sufixo '-ara' indicando o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo. Essa forma verbal remonta ao latim vulgar e se consolidou nas línguas românicas.

Entrada e Uso no Português

A forma 'cursara' foi incorporada ao português arcaico, mantendo seu valor gramatical de uma ação passada anterior a outra ação passada. Seu uso era comum na escrita formal e literária.

Uso Contemporâneo e Declínio

No português brasileiro contemporâneo, o pretérito mais-que-perfeito simples ('cursara') é raramente utilizado na fala e cada vez menos na escrita, sendo frequentemente substituído por construções analíticas como 'tinha cursado' ou 'houvera cursado'. A palavra 'cursar' em si, no entanto, mantém seu uso comum.

cursara

Do latim 'cursare', repetitivo de 'currere', correr.

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