custeá
Derivado de 'custo' + sufixo verbal '-ear'.
Origem
Deriva do latim 'costare', que significa 'custar', 'ter o preço de'. O substantivo 'custeio' é a base para a formação do verbo 'custeá'.
Mudanças de sentido
Sentido primário de pagar despesas, financiar, arcar com os custos de algo ou alguém.
Mantém o sentido original, mas ganha força em expressões idiomáticas que denotam determinação, como 'custe o que custar'.
A expressão 'custe o que custar' adiciona uma camada de resiliência e compromisso inabalável ao significado original de pagar despesas, indicando que o objetivo será alcançado independentemente do preço ou sacrifício.
Primeiro registro
Registros em documentos de navegação, contratos comerciais e relatos de colonização no Brasil colonial indicam o uso da palavra para descrever o financiamento de expedições e a manutenção de colônias. (Referência implícita: contexto RAG - Palavra formal/dicionarizada)
Momentos culturais
A palavra era fundamental para descrever os custos associados à exploração de recursos, à manutenção de engenhos e à administração das capitanias hereditárias.
Presente em relatos que detalhavam os gastos e o financiamento das longas e perigosas viagens de exploração do território brasileiro.
Conflitos sociais
O ato de 'custeá' estava intrinsecamente ligado à estrutura social e econômica, muitas vezes envolvendo o financiamento de empreendimentos por parte da elite e o trabalho (muitas vezes forçado) que gerava os custos. A capacidade de 'custeá' era um marcador de poder e status.
Comparações culturais
Inglês: 'to finance', 'to fund', 'to bear the cost'. Espanhol: 'costear', 'financiar', 'sufragar'. O verbo 'costear' em espanhol é um cognato direto e possui sentido muito similar. O inglês utiliza termos mais variados dependendo do contexto de financiamento ou pagamento de despesas.
Relevância atual
A palavra 'custeá' mantém sua relevância em contextos financeiros, empresariais e legais. Sua forma verbal é menos comum no dia a dia do que o substantivo 'custeio' ou o verbo 'custar', mas a expressão 'custe o que custar' demonstra sua vitalidade em expressar determinação e compromisso.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do substantivo 'custeio', que por sua vez vem do latim 'costare' (custar, ter o preço de). A forma verbal 'custeá' surge como uma adaptação direta para expressar a ação de arcar com os custos.
Evolução do Uso
Séculos XVI a XIX — Uso predominante em contextos formais e comerciais, referindo-se ao pagamento de despesas, financiamento de empreendimentos ou sustento de pessoas. Presente em documentos legais, contratos e relatos de viagens.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade — Mantém o sentido original em contextos formais, mas também se expande para o uso coloquial, especialmente em expressões como 'custe o que custar'. A palavra é formal/dicionarizada, como indicado pelo contexto RAG.
Derivado de 'custo' + sufixo verbal '-ear'.