custosas

Do latim 'costosus', derivado de 'costa' (costela, lado), no sentido de algo que 'custa' ou 'pesa'.

Origem

Século XIII

Do latim 'custos' (guardião, vigia) + sufixo '-osus' (abundância, intensidade). Originalmente, algo que requer vigilância e cuidado.

Mudanças de sentido

Século XIII

Que exige vigilância, cuidado.

Séculos XIV-XVIII

Que exige muito trabalho, esforço, tempo; trabalhoso, árduo. Também passa a significar caro (em valor monetário).

Século XVIII - Atualidade

Que causa aborrecimento, incômodo, desgosto; desagradável, penoso. → ver detalhes A palavra 'custosas' pode ser usada para descrever tarefas, situações ou até mesmo pessoas que demandam um grande dispêndio de energia, paciência ou recursos, gerando uma conotação negativa de dificuldade ou incômodo.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos latinos medievais que evoluíram para o português, indicando o uso do termo com o sentido de 'trabalhoso' ou 'que exige cuidado'.

Momentos culturais

Século XIX

Presente na literatura realista e naturalista, descrevendo as dificuldades e os custos da vida para as classes menos favorecidas.

Século XX

Utilizada em canções populares e crônicas para descrever os desafios do cotidiano e as despesas financeiras.

Vida emocional

Associada a sentimentos de esforço, sacrifício, dificuldade, mas também a valorização (algo caro é muitas vezes visto como valioso). Pode evocar frustração ou resignação.

Vida digital

Termo comum em discussões sobre finanças pessoais, planejamento de carreira e custos de vida. Usado em posts sobre 'dicas para economizar' ou 'desafios de empreender'.

Pode aparecer em memes relacionados a gastos inesperados ou tarefas árduas.

Representações

Século XX - Atualidade

Frequentemente usada em diálogos de novelas, filmes e séries para descrever situações financeiras apertadas, empreendimentos difíceis ou relações desgastantes.

Comparações culturais

Inglês: 'costly' (caro, dispendioso), 'arduous' (árduo, trabalhoso), 'burdensome' (oneroso, pesado). Espanhol: 'costoso' (caro, trabalhoso, difícil), 'arduo' (árduo), 'penoso' (penoso, difícil). Francês: 'coûteux' (caro, dispendioso), 'ardu' (árduo), 'pénible' (penoso). Alemão: 'kostspielig' (caro, dispendioso), 'mühsam' (árduo, trabalhoso).

Relevância atual

A palavra 'custosas' mantém sua relevância no português brasileiro, sendo essencial para descrever tanto o valor monetário quanto o esforço e o incômodo em diversas esferas da vida, desde o planejamento financeiro até a descrição de tarefas complexas e desagradáveis.

Origem e Primeiros Usos

Século XIII - Deriva do latim 'custos', que significa 'guardião', 'vigia', 'aquele que cuida'. O sufixo '-osus' indica abundância ou intensidade. Inicialmente, 'custoso' referia-se a algo que exigia vigilância ou cuidado, implicando um esforço para manter ou proteger.

Evolução Semântica e Consolidação

Séculos XIV-XVIII - O sentido evolui para 'que exige cuidado', 'trabalhoso', 'difícil de fazer'. A ideia de 'esforço' e 'tempo' se torna proeminente. O sentido de 'caro', no sentido monetário, também se consolida, pois algo que exige muito trabalho ou cuidado tende a ter um custo mais elevado. A forma 'custosas' (plural feminino) surge para concordar com substantivos femininos.

Uso Moderno e Contemporâneo

Século XIX - Atualidade - A palavra 'custosas' mantém seus sentidos principais: caro (financeiramente), trabalhoso, árduo, penoso, desagradável. É amplamente utilizada na língua portuguesa, tanto no Brasil quanto em Portugal, em diversos contextos, desde o cotidiano até o formal.

custosas

Do latim 'costosus', derivado de 'costa' (costela, lado), no sentido de algo que 'custa' ou 'pesa'.

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