danças

Origem no latim 'dandare', possivelmente relacionado a 'dono' (dar).

Origem

Latim Vulgar

Deriva do latim vulgar 'dancia', com possível raiz germânica (gótico 'dandôn'). O termo original referia-se ao ato de dançar.

Mudanças de sentido

Idade Média/Renascimento

Inicialmente, 'dança' e 'danças' podiam ter conotações religiosas, sociais ou de entretenimento, variando em formalidade e contexto.

Período Colonial Brasileiro

A palavra 'danças' englobava as práticas indígenas, africanas (muitas vezes com significados rituais e comunitários) e as europeias trazidas pelos colonizadores, refletindo a diversidade cultural e as hierarquias sociais.

Século XX

Com a modernização e a globalização, 'danças' passa a abranger uma gama muito maior de estilos, incluindo gêneros musicais populares e urbanos, além das formas tradicionais.

Atualidade

O termo 'danças' é amplamente utilizado de forma neutra e abrangente, cobrindo desde a arte performática e o lazer até práticas culturais específicas e expressões de identidade.

No contexto atual, 'danças' pode ser usado em plural para se referir a diferentes estilos ou em singular para o ato de dançar. A palavra é comum em escolas de dança, festivais, estudos acadêmicos e na mídia.

Primeiro registro

Século XV/XVI

Os primeiros registros do termo 'dança' e seu plural 'danças' em textos em português datam do período de formação da língua, com a consolidação do vocabulário a partir do latim.

Momentos culturais

Séculos XVI-XIX

As danças de salão europeias (minueto, quadrilha) eram praticadas pela elite no Brasil, enquanto as danças de origem africana e indígena mantinham seu caráter ritualístico e social em outras esferas.

Início do Século XX

O surgimento e popularização de danças como o samba e o choro no Rio de Janeiro, e o frevo em Pernambuco, consolidam 'danças' como um termo central na identidade cultural brasileira.

Meados do Século XX

A influência do rock'n'roll e de outras danças internacionais populariza novas formas de expressão corporal, ampliando o leque de 'danças' praticadas no país.

Final do Século XX/Início do XXI

A ascensão das danças urbanas (hip-hop, breakdance) e da dança contemporânea ganha espaço em academias, eventos e na mídia, diversificando ainda mais o uso do termo 'danças'.

Conflitos sociais

Período Colonial

As danças de origem africana frequentemente enfrentaram repressão e foram associadas a práticas 'pagãs' ou 'selvagens' pelas autoridades coloniais e religiosas, contrastando com a aceitação das danças europeias pela elite.

Século XX

Houve debates sobre a 'moralidade' de certas danças populares, como o samba e o rock, vistas por setores conservadores como promotoras de desordem social ou costumes inadequados.

Vida emocional

Geral

A palavra 'danças' evoca sentimentos de alegria, celebração, liberdade, expressão corporal, comunidade e, em alguns contextos, disciplina e arte.

Vida digital

Atualidade

Buscas por 'aulas de dança', 'tipos de dança', 'coreografias' são comuns. Vídeos de dança viralizam em plataformas como TikTok e Instagram, mostrando a força do termo e da prática na cultura digital.

Atualidade

Hashtags como #dança, #dancadoventre, #hiphopdance, #dancadesalao são amplamente utilizadas, demonstrando a diversidade e a popularidade das 'danças' no ambiente online.

Representações

Século XX e XXI

Novelas, filmes e séries frequentemente retratam diversas 'danças', desde bailes de formatura e festas populares até competições de dança e espetáculos artísticos, refletindo sua importância cultural.

Origem e Entrada no Português

Século XV/XVI — A palavra 'dança' (singular) e seu plural 'danças' entram no português através do latim vulgar 'dancia', possivelmente de origem germânica (gótico 'dandôn', dançar). Inicialmente, referia-se a qualquer movimento ritmado, muitas vezes com conotações religiosas ou sociais.

Período Colonial e Imperial no Brasil

Séculos XVI a XIX — As 'danças' no Brasil colonial eram diversas, desde as indígenas e africanas (muitas vezes com caráter ritualístico e de resistência cultural) até as europeias trazidas pelos colonizadores (quadrilhas, minuetos, valsas). A palavra 'danças' abarcava essa multiplicidade, mas o uso social e a percepção variavam conforme a classe e a origem étnica.

Modernidade e Diversificação no Brasil

Século XX — Com a urbanização e a influência de novas mídias, as 'danças' se diversificam enormemente. Surgem gêneros como o samba, o choro, o frevo, e posteriormente o rock, a bossa nova, a música disco, cada um com suas 'danças' características. A palavra 'danças' passa a ser usada tanto para os estilos tradicionais quanto para as novas manifestações populares e de salão.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XXI — 'Danças' é uma palavra formal e dicionarizada, amplamente utilizada para descrever a arte do movimento, práticas sociais, rituais, entretenimento e expressão cultural. Abrange desde as danças folclóricas e de salão até as danças urbanas (hip-hop, breakdance), contemporâneas e performáticas. É um termo comum em contextos educacionais, artísticos e de lazer.

danças

Origem no latim 'dandare', possivelmente relacionado a 'dono' (dar).

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