danceteria

Formação erudita, a partir de 'dança' + sufixo '-teria' (lugar onde se faz algo).

Origem

Meados do século XX

Formada a partir do substantivo 'dança' (do francês antigo 'dancier', de origem incerta, possivelmente germânica) acrescido do sufixo '-teria', que indica lugar ou estabelecimento. A formação é análoga a outras palavras como 'livraria', 'padaria', 'mercearia', indicando um local onde a ação principal ocorre.

Mudanças de sentido

Meados do século XX

Inicialmente, designava um local específico para dançar, com música e ambiente propício, diferenciando-se de salões de baile mais formais ou de festas privadas.

Décadas de 1970-1990

O termo se consolida como sinônimo de casa noturna, discoteca ou boate, associado a um tipo de entretenimento popular, com música alta, pista de dança e, por vezes, bebidas alcoólicas. Era um espaço de socialização e lazer para jovens e adultos.

A 'danceteria' se tornou um ícone cultural de uma época, representando a liberdade de expressão e a busca por diversão em um contexto pós-ditadura militar no Brasil, onde a vida noturna ganhou novo fôlego.

Anos 2000 - Atualidade

O termo 'danceteria' gradualmente cede espaço a termos mais modernos e informais como 'balada', 'club' ou 'festa'. Embora o conceito de local para dançar persista, a palavra 'danceteria' soa datada para muitos falantes, remetendo a um estilo de entretenimento específico do passado.

A palavra ainda pode ser encontrada em contextos nostálgicos ou em descrições de estabelecimentos que buscam evocar um estilo retrô. No entanto, em conversas cotidianas sobre vida noturna, é menos comum.

Primeiro registro

Meados do século XX

O termo 'danceteria' começa a aparecer em publicações e anúncios a partir da década de 1950 e 1960, ganhando maior destaque nas décadas seguintes. (Referência: corpus_linguistico_brasileiro_mid_sec_xx.txt)

Momentos culturais

Décadas de 1970-1980

As danceterias foram cenários importantes para a disseminação de gêneros musicais como a disco music, o funk e o rock. Tornaram-se espaços de moda, comportamento e paquera, refletindo o espírito da época.

Década de 1990

A cultura rave e a música eletrônica começam a influenciar o cenário, e embora algumas danceterias se adaptassem, o termo já começava a ser substituído por 'clubes' ou 'boates'.

Representações

Décadas de 1970-1990

Frequentemente retratadas em filmes, novelas e músicas brasileiras como locais de diversão, romance e, por vezes, conflitos sociais ou dramas pessoais. Exemplos podem ser encontrados em trilhas sonoras de novelas da época e em filmes que retratam a juventude urbana.

Comparações culturais

Meados do século XX - Atualidade

Inglês: O termo mais próximo seria 'discotheque' (que também caiu em desuso em favor de 'club' ou 'nightclub'). Espanhol: 'Discoteca' ou 'boliche' (na Argentina e Uruguai) são equivalentes mais próximos. Outros idiomas: Em francês, 'boîte de nuit' ou 'discothèque'. Em alemão, 'Diskothek'.

Relevância atual

Atualidade

O termo 'danceteria' é raramente usado no vocabulário corrente para descrever estabelecimentos de vida noturna. Sua relevância é mais histórica e nostálgica, associada a um período específico da cultura brasileira. O conceito de local para dançar continua vivo, mas sob novas denominações e formatos.

Origem e Formação

Meados do século XX — formação da palavra a partir de 'dança' + sufixo '-teria', indicando lugar, similar a 'livraria' ou 'padaria'.

Auge de Popularidade e Uso

Décadas de 1970-1990 — período de maior disseminação e popularidade do termo, associado a casas noturnas e bailes.

Transformação e Uso Atual

Anos 2000 - Atualidade — o termo perde força com a ascensão de novos modelos de entretenimento noturno e a popularização de termos como 'balada' ou 'club'.

danceteria

Formação erudita, a partir de 'dança' + sufixo '-teria' (lugar onde se faz algo).

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