de-carne-e-osso

Composição de preposição, substantivo e conjunção.

Origem

Séculos XV-XVI

Formada pela junção da preposição 'de' com os substantivos 'carne' (do latim 'carnem', referente à matéria orgânica, ao corpo) e 'osso' (do latim 'ossum', referente à estrutura esquelética). A combinação enfatiza a constituição física e material do ser humano.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Surgimento como antítese do espiritual, do incorpóreo ou do divino, focando na materialidade e na mortalidade.

Séculos XVII-XIX

Uso literário para contrastar a fragilidade humana com a eternidade ou a perfeição, reforçando a ideia de ser um ser vivo, sujeito a dores, prazeres e à morte.

Século XX-Atualidade

Mantém o sentido de condição humana, mas é frequentemente empregada para promover empatia, reconhecer limitações e valorizar a existência concreta e palpável. Pode ser usada para humanizar figuras de autoridade ou para ressaltar a vulnerabilidade.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

A expressão 'de carne e osso' aparece em textos religiosos e literários da época, como em sermões e crônicas, para diferenciar o ser humano de anjos, santos ou conceitos abstratos. (Referência: corpus_literatura_antiga.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras românticas e realistas para descrever a complexidade e as paixões humanas, contrastando com ideais ou com a frieza da sociedade. (Referência: corpus_literatura_romantica.txt)

Século XX

Utilizada em discussões filosóficas sobre existencialismo e a condição humana, bem como em letras de música popular para expressar sentimentos de amor, perda e a efemeridade da vida.

Vida emocional

Séculos XV-XVI

Associada à humildade, à fragilidade e à consciência da mortalidade.

Século XX-Atualidade

Carrega um peso de empatia, compreensão e aceitação da imperfeição humana. Pode evocar sentimentos de solidariedade e humanidade.

Vida digital

Atualidade

A expressão é usada em redes sociais e fóruns online para humanizar figuras públicas, discutir a importância do autocuidado e da saúde mental, ou para enfatizar a realidade por trás de aparências virtuais. Aparece em discussões sobre autenticidade e vulnerabilidade.

Representações

Século XX-Atualidade

Frequentemente utilizada em diálogos de novelas, filmes e séries para descrever personagens de forma realista, ressaltando suas falhas, desejos e limitações, ou para contrastar a humanidade com elementos fantásticos ou tecnológicos.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'flesh and blood', com sentido similar de humanidade, parentesco e realidade material. Espanhol: 'de carne y hueso', com o mesmo significado de ser humano real, palpável e mortal. Francês: 'de chair et de sang', também enfatizando a materialidade e a vida. Alemão: 'Fleisch und Blut', usado para expressar parentesco ou a natureza humana.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'de carne e osso' mantém sua relevância ao lembrar a todos da nossa condição compartilhada de seres humanos, com suas virtudes e fragilidades. Em um mundo cada vez mais digital e, por vezes, desumanizado, a expressão serve como um lembrete da importância da empatia, da conexão real e da aceitação da nossa própria mortalidade e imperfeição.

Origem e Formação em Português

Séculos XV-XVI — A expressão 'de carne e osso' surge como uma contraposição a entidades espirituais ou abstratas, enfatizando a materialidade e a finitude humana. Deriva da junção da preposição 'de', o substantivo 'carne' (do latim 'carnem') e o substantivo 'osso' (do latim 'ossum').

Consolidação do Sentido e Uso Literário

Séculos XVII-XIX — A expressão se consolida na língua portuguesa, sendo frequentemente utilizada na literatura para contrastar a realidade terrena e mortal com o divino, o etéreo ou o idealizado. Reforça a ideia de humanidade, fragilidade e a condição de ser vivo e perecível.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Século XX-Atualidade — A expressão mantém seu sentido original de condição humana, mas ganha nuances em contextos filosóficos, religiosos e existenciais. É usada para enfatizar a necessidade de empatia, a compreensão das limitações humanas e a valorização da vida concreta.

de-carne-e-osso

Composição de preposição, substantivo e conjunção.

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