definir-o-que-pode

Composição verbal e preposicional sem registro formal.

Origem

Século XVI

Deriva da junção do verbo 'definir' (do latim 'definire', que significa limitar, estabelecer, dar os limites) com a locução pronominal 'o que pode', indicando aquilo que é permitido ou possível.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Predominantemente utilizada em documentos legais e normativos para estabelecer regras e limites claros, como em 'definir o que pode ser construído' ou 'definir o que pode ser cobrado'.

Século XX

Começa a ser usada em discussões sobre ética e moral, como em 'definir o que pode ser dito em público'.

Atualidade

Amplia-se para contextos de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, como em 'definir o que pode ser aceito de si mesmo' ou 'definir o que pode ser tolerado em relacionamentos'. Ganha conotação de empoderamento e estabelecimento de limites saudáveis.

A expressão 'definir o que pode' no contexto contemporâneo, especialmente no Brasil, frequentemente se liga à ideia de estabelecer limites pessoais e profissionais, de forma a proteger o bem-estar e a autonomia. É comum em discursos sobre saúde mental e relacionamentos saudáveis.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em documentos administrativos e jurídicos da época colonial brasileira, embora a expressão possa ter surgido antes em Portugal. Exemplo: 'É preciso definir o que pode ser exportado sem imposto.'

Momentos culturais

Século XX

A expressão aparece em debates sobre censura e liberdade de expressão na literatura e no cinema brasileiro, como em 'definir o que pode ser publicado'.

Anos 1980-1990

Em discussões políticas sobre a redemocratização, para estabelecer os limites da atuação de instituições e direitos.

Atualidade

Frequentemente utilizada em debates sobre 'cancelamento' e 'cultura do cancelamento', para discutir os limites do discurso e da ação socialmente aceitáveis.

Conflitos sociais

Século XX

Conflitos relacionados à censura e à definição do que era considerado 'imoral' ou 'subversivo' em obras artísticas e midiáticas.

Atualidade

Debates acirrados sobre 'liberdade de expressão' versus 'discurso de ódio', onde 'definir o que pode' se torna um ponto central de discórdia.

Vida emocional

Séculos XVII-XIX

Associada à rigidez, autoridade e necessidade de controle.

Atualidade

Pode carregar um peso de empoderamento e autodefesa, ao estabelecer limites, mas também de restrição e opressão, quando imposta por terceiros.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

A expressão é usada em discussões online sobre 'red flags' em relacionamentos, limites em redes sociais e o que é aceitável em interações virtuais. Aparece em posts de blogs, fóruns e redes sociais.

Atualidade

Pode ser encontrada em memes que ironizam a dificuldade de estabelecer limites ou a imposição de regras sociais.

Representações

Século XX

Em novelas e filmes, a expressão pode ser usada por personagens em posições de poder (pais, chefes, autoridades) para ditar regras.

Atualidade

Em programas de entrevistas e debates, é comum ouvir 'precisamos definir o que pode e o que não pode' em relação a temas polêmicos.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to define what is permissible' ou 'to set boundaries'. Espanhol: 'definir lo que se permite' ou 'establecer límites'. A nuance brasileira de 'o que pode' como algo mais informal e cotidiano é mais acentuada.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'definir o que pode' mantém sua relevância em diversos âmbitos, desde a esfera legal e administrativa até as discussões sobre limites pessoais, éticos e sociais. No Brasil, a informalidade e a carga cultural da expressão a tornam particularmente viva em conversas cotidianas e debates públicos.

Formação Conceitual e Etimológica

Século XVI - Início da formação da expressão a partir da junção de 'definir' (do latim 'definire', limitar, estabelecer) e 'o que pode' (referente à possibilidade e permissão).

Uso Formal e Burocrático

Séculos XVII a XIX - A expressão se consolida em contextos legais, administrativos e normativos, onde a definição de limites e permissões era crucial para a organização social e governamental.

Popularização e Ressignificação

Século XX a Atualidade - A expressão transcende o uso formal, sendo aplicada em discussões cotidianas, éticas, sociais e até mesmo em contextos de autoajuda e desenvolvimento pessoal, ganhando novas nuances.

definir-o-que-pode

Composição verbal e preposicional sem registro formal.

PalavrasConectando idiomas e culturas