definir-o-que-pode
Composição verbal e preposicional sem registro formal.
Origem
Deriva da junção do verbo 'definir' (do latim 'definire', que significa limitar, estabelecer, dar os limites) com a locução pronominal 'o que pode', indicando aquilo que é permitido ou possível.
Mudanças de sentido
Predominantemente utilizada em documentos legais e normativos para estabelecer regras e limites claros, como em 'definir o que pode ser construído' ou 'definir o que pode ser cobrado'.
Começa a ser usada em discussões sobre ética e moral, como em 'definir o que pode ser dito em público'.
Amplia-se para contextos de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, como em 'definir o que pode ser aceito de si mesmo' ou 'definir o que pode ser tolerado em relacionamentos'. Ganha conotação de empoderamento e estabelecimento de limites saudáveis.
A expressão 'definir o que pode' no contexto contemporâneo, especialmente no Brasil, frequentemente se liga à ideia de estabelecer limites pessoais e profissionais, de forma a proteger o bem-estar e a autonomia. É comum em discursos sobre saúde mental e relacionamentos saudáveis.
Primeiro registro
Registros em documentos administrativos e jurídicos da época colonial brasileira, embora a expressão possa ter surgido antes em Portugal. Exemplo: 'É preciso definir o que pode ser exportado sem imposto.'
Momentos culturais
A expressão aparece em debates sobre censura e liberdade de expressão na literatura e no cinema brasileiro, como em 'definir o que pode ser publicado'.
Em discussões políticas sobre a redemocratização, para estabelecer os limites da atuação de instituições e direitos.
Frequentemente utilizada em debates sobre 'cancelamento' e 'cultura do cancelamento', para discutir os limites do discurso e da ação socialmente aceitáveis.
Conflitos sociais
Conflitos relacionados à censura e à definição do que era considerado 'imoral' ou 'subversivo' em obras artísticas e midiáticas.
Debates acirrados sobre 'liberdade de expressão' versus 'discurso de ódio', onde 'definir o que pode' se torna um ponto central de discórdia.
Vida emocional
Associada à rigidez, autoridade e necessidade de controle.
Pode carregar um peso de empoderamento e autodefesa, ao estabelecer limites, mas também de restrição e opressão, quando imposta por terceiros.
Vida digital
A expressão é usada em discussões online sobre 'red flags' em relacionamentos, limites em redes sociais e o que é aceitável em interações virtuais. Aparece em posts de blogs, fóruns e redes sociais.
Pode ser encontrada em memes que ironizam a dificuldade de estabelecer limites ou a imposição de regras sociais.
Representações
Em novelas e filmes, a expressão pode ser usada por personagens em posições de poder (pais, chefes, autoridades) para ditar regras.
Em programas de entrevistas e debates, é comum ouvir 'precisamos definir o que pode e o que não pode' em relação a temas polêmicos.
Comparações culturais
Inglês: 'to define what is permissible' ou 'to set boundaries'. Espanhol: 'definir lo que se permite' ou 'establecer límites'. A nuance brasileira de 'o que pode' como algo mais informal e cotidiano é mais acentuada.
Relevância atual
A expressão 'definir o que pode' mantém sua relevância em diversos âmbitos, desde a esfera legal e administrativa até as discussões sobre limites pessoais, éticos e sociais. No Brasil, a informalidade e a carga cultural da expressão a tornam particularmente viva em conversas cotidianas e debates públicos.
Formação Conceitual e Etimológica
Século XVI - Início da formação da expressão a partir da junção de 'definir' (do latim 'definire', limitar, estabelecer) e 'o que pode' (referente à possibilidade e permissão).
Uso Formal e Burocrático
Séculos XVII a XIX - A expressão se consolida em contextos legais, administrativos e normativos, onde a definição de limites e permissões era crucial para a organização social e governamental.
Popularização e Ressignificação
Século XX a Atualidade - A expressão transcende o uso formal, sendo aplicada em discussões cotidianas, éticas, sociais e até mesmo em contextos de autoajuda e desenvolvimento pessoal, ganhando novas nuances.
Composição verbal e preposicional sem registro formal.