deixando-de-lembrar

Derivado do verbo 'deixar' (latim 'desixare') + preposição 'de' + verbo 'lembrar' (latim 'limbrare').

Origem

Português Arcaico

Formada pela junção da preposição 'de', do verbo 'deixar' (do latim 'desixare', afastar, abandonar) e do verbo 'lembrar' (do latim 'limināre', marcar com limiar, indicar, mas que evoluiu para o sentido de trazer à memória).

Mudanças de sentido

Português Arcaico

Significado primário de cessar a ação de recordar algo ou alguém.

Séculos XIX-Atualidade

O sentido permanece o mesmo, mas a expressão pode ser vista como mais formal ou descritiva em comparação a verbos como 'esquecer'.

Em contextos mais informais ou literários, a locução pode carregar uma nuance de intencionalidade ou de um processo gradual de esquecimento, em oposição ao esquecimento súbito. A ênfase recai na 'cessação' da lembrança.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos como as Cantigas de Santa Maria e documentos da chancelaria real portuguesa já apresentam estruturas verbais similares que indicam o uso da locução 'deixar de lembrar' ou suas variantes.

Momentos culturais

Séculos XV-XVII

Presente em obras da literatura clássica portuguesa, como em crônicas e romances de cavalaria, descrevendo situações de perda de memória ou desatenção.

Século XX

Utilizada em romances e contos que exploram a memória, o esquecimento e a passagem do tempo, como em obras de Machado de Assis ou Clarice Lispector, onde o ato de 'deixar de lembrar' pode ter implicações psicológicas profundas.

Vida digital

Anos 2000-Atualidade

A locução 'deixar de lembrar' aparece em fóruns de discussão, blogs e redes sociais, frequentemente em contextos de compartilhamento de experiências pessoais, lembranças perdidas ou em discussões sobre a memória e o envelhecimento.

Atualidade

Menos comum em memes ou gírias digitais que tendem a preferir termos mais curtos e impactantes, mas pode surgir em textos mais elaborados ou em citações.

Comparações culturais

Inglês: 'to stop remembering', 'to forget'. Espanhol: 'dejar de recordar', 'olvidar'. A estrutura de locução verbal é comum em todas as línguas, mas a preferência por verbos únicos ('forget', 'olvidar') é mais frequente em usos gerais.

Relevância atual

Atualidade

A locução 'deixar de lembrar' mantém seu uso em português brasileiro, especialmente em contextos que exigem clareza e descrição do ato de esquecer, seja por esquecimento voluntário ou involuntário. É uma expressão gramaticalmente correta e compreendida, embora 'esquecer' seja mais usual em conversas cotidianas.

Formação do Português

Séculos XII-XIII — A locução verbal 'deixar de' + infinitivo 'lembrar' começa a se consolidar no português arcaico, refletindo a estrutura sintática herdada do latim vulgar.

Consolidação e Uso

Séculos XIV-XVIII — A expressão 'deixar de lembrar' é utilizada em textos literários e administrativos para descrever o ato de esquecer, com variações sutis de ênfase.

Modernidade e Contemporaneidade

Séculos XIX-Atualidade — A locução se mantém estável em seu significado, mas sua frequência de uso pode variar com o surgimento de sinônimos mais concisos ou com a popularização de termos ligados à psicologia e neurociência.

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Derivado do verbo 'deixar' (latim 'desixare') + preposição 'de' + verbo 'lembrar' (latim 'limbrare').

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