deixar-de-mencionar

Combinação do verbo 'deixar' com a preposição 'de' e o verbo 'mencionar'.

Origem

Séculos XVI-XVII

Composta pelos verbos 'deixar' (latim 'des' + 'laxare') e 'mencionar' (latim 'mentionare'). A junção cria uma locução verbal com sentido de omitir, não citar.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVII

Sentido literal de omitir algo de um relato ou lista.

Séculos XVIII-XIX

Adquire a conotação de omissão intencional, muitas vezes por conveniência ou para evitar problemas.

O ato de 'deixar de mencionar' pode ser interpretado como uma estratégia discursiva para moldar a percepção do ouvinte ou leitor, omitindo informações consideradas irrelevantes, inconvenientes ou prejudiciais à narrativa.

Séculos XX-XXI

Amplia-se para incluir o 'cancelamento' social ou digital, a omissão deliberada de um indivíduo ou tópico de discussões públicas.

No contexto contemporâneo, 'deixar de mencionar' pode ser uma forma de deslegitimar ou apagar a existência ou relevância de algo ou alguém, especialmente em debates acalorados nas redes sociais.

Primeiro registro

Séculos XVI-XVII

Registros em textos literários e documentos administrativos da época, indicando o uso da locução verbal em seu sentido mais direto.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em romances e crônicas, onde a omissão de detalhes por personagens pode ser um elemento crucial para o desenvolvimento da trama ou para a caracterização psicológica.

Anos 2010-2020

Torna-se comum em discussões sobre 'cultura do cancelamento' e 'desinformação', onde a omissão de fatos é vista como uma tática política ou social.

Vida digital

Utilizada em discussões online sobre censura, 'fake news' e boicotes a personalidades ou marcas.

Pode aparecer em memes ou comentários irônicos sobre omissões em notícias ou discursos públicos.

Buscas relacionadas a 'como não mencionar algo' ou 'o que significa deixar de mencionar' podem indicar interesse em estratégias de comunicação ou em análise de discurso.

Comparações culturais

Inglês: 'to omit', 'to leave unsaid', 'to gloss over'. Espanhol: 'omitir', 'pasar por alto', 'no mencionar'. O conceito de omissão intencional é universal, mas a forma locucional em português é específica.

Relevância atual

A expressão 'deixar de mencionar' continua relevante para descrever ações de omissão deliberada em diversos contextos, desde conversas cotidianas até estratégias de comunicação política e midiática. Sua interpretação pode variar de uma simples esquecimento a uma tática de manipulação ou censura.

Formação e Uso Inicial

Séculos XVI-XVII — A expressão 'deixar de mencionar' surge como uma locução verbal composta, combinando o verbo 'deixar' (do latim 'des' + 'laxare', soltar, afrouxar) com o verbo 'mencionar' (do latim 'mentionare', lembrar, citar). Inicialmente, seu uso era literal, indicando a ação de omitir algo de uma lista, discurso ou relato.

Consolidação e Nuances

Séculos XVIII-XIX — A locução se consolida no vocabulário formal e informal, adquirindo nuances de intencionalidade. O 'deixar de mencionar' passa a implicar uma omissão deliberada, muitas vezes para evitar constrangimento, conflito ou para manter uma narrativa específica.

Uso Contemporâneo e Digital

Séculos XX-XXI — A expressão mantém seu sentido principal, mas ganha novas conotações no contexto digital e social. Pode ser usada de forma irônica, sarcástica ou para descrever a prática de 'cancelamento' ou 'boicote' de figuras públicas ou ideias. A internet e as redes sociais amplificam seu uso e suas interpretações.

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Combinação do verbo 'deixar' com a preposição 'de' e o verbo 'mencionar'.

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