deixar-de-ser-util

Construção a partir do verbo 'deixar', da preposição 'de', do verbo 'ser' e do adjetivo 'útil'.

Origem

Século XX

Construção lexical a partir de verbos e preposições ('deixar', 'de', 'ser') e o adjetivo 'útil'. Derivação semântica do latim 'de-iacere' (lançar para baixo, abandonar) para 'deixar' e 'utilis' (que serve, proveitoso) para 'útil'.

Mudanças de sentido

Século XX

Inicialmente, referia-se à perda de funcionalidade de objetos e máquinas.

Anos 1980

Expansão para o sentido figurado, aplicado a pessoas que se sentem obsoletas ou sem valor social.

Anos 2000 - Atualidade

Ressignificação em contextos de sustentabilidade (descarte de produtos), automação (perda de empregos) e saúde mental (sentimento de inutilidade).

Primeiro registro

Século XX

Difícil de datar um primeiro registro exato devido à natureza composta da expressão. Provavelmente surge em textos técnicos ou discussões sobre obsolescência a partir da metade do século XX. Referências em corpus de linguagem técnica e jornalística da época.

Momentos culturais

Anos 1980

A discussão sobre obsolescência programada em produtos eletrônicos e eletrodomésticos começa a popularizar a ideia de 'deixar de ser útil'.

Anos 2010

A expressão é usada em debates sobre o futuro do trabalho com a ascensão da inteligência artificial e automação, gerando ansiedade sobre a relevância humana.

Conflitos sociais

Anos 2010 - Atualidade

Relacionado ao conflito entre o avanço tecnológico e a empregabilidade, gerando debates sobre requalificação profissional e o valor do trabalho humano em face da automação.

Anos 2010 - Atualidade

Discussões sobre consumismo e o impacto ambiental do descarte de produtos que 'deixaram de ser úteis'.

Vida emocional

Anos 1980 - Atualidade

Associada a sentimentos de desvalorização, obsolescência, descarte, ansiedade e, em alguns casos, depressão, quando aplicada a indivíduos.

Anos 2000 - Atualidade

Pode evocar frustração e impotência diante da perda de função ou propósito.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

A expressão aparece em fóruns de discussão sobre tecnologia, carreiras e sustentabilidade.

Anos 2010 - Atualidade

Pode ser usada em memes para descrever objetos antigos ou situações de desuso.

Anos 2010 - Atualidade

Buscas relacionadas a 'obsolescência', 'descarte' e 'reutilização' frequentemente tangenciam o conceito.

Representações

Anos 2000 - Atualidade

Presente em documentários sobre consumismo, tecnologia e o futuro do trabalho. Pode ser tema em discussões de programas de TV e séries que abordam dilemas éticos da tecnologia e da sociedade.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Become obsolete', 'outlive one's usefulness'. Espanhol: 'Quedar obsoleto', 'dejar de ser útil'. Francês: 'Devenir obsolète', 'perdre son utilité'. Alemão: 'Unbrauchbar werden', 'ausgedient haben'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão mantém sua relevância em discussões sobre o ciclo de vida de produtos, a rápida obsolescência tecnológica, o impacto ambiental do consumo e a ansiedade social gerada pela automação e pela percepção de inutilidade em um mercado de trabalho em constante mudança.

Formação Lexical e Primeiros Usos

Século XX - Formação por composição de palavras: 'deixar' (do latim 'de-iacere', lançar para baixo, abandonar) + 'de' (preposição) + 'ser' (do latim 'esse', existir) + 'útil' (do latim 'utilis', que serve, proveitoso). A expressão surge como uma forma de descrever a perda de funcionalidade ou propósito de algo ou alguém. Não há um registro etimológico único, mas sim uma construção semântica a partir de elementos já existentes na língua portuguesa.

Consolidação do Uso e Contextos

Meados do Século XX - Anos 1980 - A expressão começa a ser mais utilizada em contextos técnicos e de obsolescência programada, referindo-se a produtos que perdem sua utilidade após um certo tempo. Paralelamente, ganha uso figurado para descrever pessoas que se sentem descartadas ou sem propósito na sociedade.

Ressignificação Contemporânea e Digital

Anos 2000 - Atualidade - A expressão ganha novas camadas de significado com o avanço da tecnologia e a cultura do descarte. É frequentemente usada em discussões sobre sustentabilidade, consumismo e o impacto social da automação. No ambiente digital, a expressão pode aparecer em memes, discussões sobre carreiras e até em contextos de saúde mental, descrevendo sentimentos de inutilidade.

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Construção a partir do verbo 'deixar', da preposição 'de', do verbo 'ser' e do adjetivo 'útil'.

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