deixar-de-suprir

Composição dos verbos 'deixar' e 'suprir'.

Origem

Idade Média

Formada pela junção da locução verbal 'deixar de' (do latim 'de' + 'laxare', cessar) com o verbo 'suprir' (do latim 'supplere', completar, prover).

Mudanças de sentido

Idade Média - Atualidade

O sentido central de 'cessar o ato de prover ou completar' permaneceu estável. As mudanças se dão no contexto de aplicação, abrangendo desde necessidades básicas até serviços e direitos.

Inicialmente, o foco era em suprimentos materiais. Com o tempo, o conceito se expandiu para incluir serviços essenciais (saúde, educação) e, mais recentemente, direitos e garantias, tornando a expressão relevante em debates sobre responsabilidade social e falhas institucionais.

Primeiro registro

Século XV

Registros em documentos administrativos e jurídicos da época já indicam o uso da locução para descrever a falha em cumprir obrigações de provisão. (Referência: corpus_documentos_historicos.txt)

Momentos culturais

Século XX

Frequentemente utilizada em discursos políticos e jornalísticos para criticar a ineficiência de governos ou empresas em atender às demandas da população. (Referência: corpus_noticias_seculoXX.txt)

Atualidade

A expressão é comum em debates sobre direitos humanos, acesso à saúde e educação, e responsabilidade corporativa, aparecendo em artigos de opinião, reportagens e redes sociais.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

A expressão é central em discussões sobre desigualdade social, falhas na prestação de serviços públicos e negligência, sendo frequentemente usada para denunciar situações de privação e injustiça.

Vida emocional

Século XX - Atualidade

Carrega um peso negativo, associada à falha, negligência, abandono e privação. Evoca sentimentos de frustração, indignação e crítica.

Vida digital

Atualidade

Presente em discussões online sobre políticas públicas, direitos do consumidor e responsabilidade social. Usada em comentários, posts e artigos para criticar a inação ou falha em atender necessidades.

Representações

Século XX - Atualidade

Aparece em roteiros de novelas, filmes e séries para descrever situações de crise social, falha governamental ou negligência familiar, sempre com conotação crítica.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to fail to supply' ou 'to cease to provide'. Espanhol: 'dejar de suministrar' ou 'no proveer'. Ambas as línguas possuem equivalentes diretos que expressam a mesma ideia de interrupção no fornecimento.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'deixar de suprir' mantém sua relevância em debates sobre direitos sociais, responsabilidade corporativa e falhas na prestação de serviços essenciais. É uma ferramenta linguística eficaz para denunciar a ausência ou insuficiência de provisão em diversas esferas da vida pública e privada.

Formação do Português

Séculos V-XV — A locução verbal 'deixar de' (do latim 'de' + 'laxare') já existia, indicando cessação de ação. 'Suprir' (do latim 'supplere') significava completar, prover, abastecer. A junção dessas formas para expressar a interrupção do ato de prover se consolidou gradualmente.

Consolidação e Uso

Séculos XVI-XIX — A expressão 'deixar de suprir' se estabelece no vocabulário formal e informal, referindo-se à falha em prover bens, serviços ou necessidades básicas. Seu uso é comum em contextos administrativos, econômicos e sociais.

Modernidade e Atualidade

Século XX-Atualidade — A expressão mantém seu sentido original, mas ganha nuances em discussões sobre políticas públicas, direitos sociais e responsabilidades corporativas. O termo 'suprir' pode ser substituído por sinônimos como 'fornecer', 'abastecer', 'atender', mas 'deixar de suprir' permanece como uma forma concisa e direta.

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Composição dos verbos 'deixar' e 'suprir'.

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