deixarem-de-ser
Composto do verbo 'deixar' e da locução prepositiva 'de' seguida do verbo 'ser'.
Origem
Formada pela junção do verbo 'deixar' (do latim 'laxare', soltar, afrouxar) e a preposição 'de' com o verbo 'ser' (do latim 'esse', existir, estar).
Mudanças de sentido
Sentido literal de cessação de um estado, existência ou condição.
Consolidação do uso para descrever transformações, perdas ou o fim de uma fase, tanto em contextos concretos quanto abstratos.
Ampliação para contextos filosóficos, psicológicos e sociais, abordando mudanças de identidade, fim de paradigmas e transformações profundas. → ver detalhes
Na contemporaneidade, 'deixar de ser' pode implicar uma ressignificação pessoal ou coletiva, o abandono de velhos hábitos ou crenças, ou a constatação de que algo que era verdade deixou de sê-lo. A expressão carrega um peso de finalidade e transição.
Primeiro registro
Evidências em textos antigos do português, como crônicas e documentos legais, indicando o uso da locução verbal com seu sentido original.
Momentos culturais
Presente em obras que narram a ascensão e queda de reinos, a mudança de status de personagens ou o fim de eras, como em 'Os Lusíadas' de Camões, onde se descrevem transformações e fins.
Utilizado por autores como Machado de Assis e Guimarães Rosa para retratar as complexidades da condição humana, as mudanças sociais e as crises existenciais.
Encontrada em letras de canções que abordam o fim de relacionamentos, o amadurecimento ou a perda de ideais, transmitindo a melancolia ou a aceitação da mudança.
Vida emocional
A locução verbal 'deixar de ser' frequentemente evoca sentimentos de perda, nostalgia, melancolia, mas também de renovação, libertação e esperança em novas fases. O peso emocional varia conforme o contexto, podendo ser trágico ou libertador.
Vida digital
Presente em posts de redes sociais sobre autoconhecimento, superação e mudanças de vida. Utilizada em legendas de fotos que marcam o fim de um ciclo (ex: 'deixei de ser assim para ser assado').
Pode aparecer em memes que ironizam a mudança de estado ou a perda de algo, ou em discussões sobre o fim de tendências e modas.
Representações
Frequentemente usada em diálogos para descrever a transformação de personagens, o fim de um relacionamento, a perda de inocência ou a mudança de um status social.
Comparações culturais
Inglês: 'to cease to be', 'to stop being', 'to no longer be'. Espanhol: 'dejar de ser', 'cesar de ser'. O conceito de cessação de estado é universal, mas a construção frasal e as nuances de uso podem variar.
Relevância atual
A locução verbal 'deixar de ser' mantém sua relevância como uma forma expressiva e precisa de descrever o fim de estados, qualidades ou condições. É um termo fundamental na comunicação cotidiana, literária e acadêmica no Brasil, refletindo a dinâmica da mudança e da transformação.
Origem e Formação no Português
Séculos XII-XIII — A locução verbal 'deixar de ser' surge com a junção do verbo 'deixar' (do latim 'laxare', soltar, afrouxar) e a preposição 'de' com o verbo 'ser' (do latim 'esse', existir, estar). Inicialmente, referia-se à cessação literal de um estado ou existência.
Evolução Semântica e Uso
Séculos XIV-XVIII — O uso se consolida na língua escrita e falada, mantendo o sentido de cessação de um estado, qualidade ou condição. Exemplos em crônicas e literatura da época indicam a transição de um estado para outro, ou o fim de algo. → ver detalhes
Uso na Modernidade e Contemporaneidade
Séculos XIX-XXI — A locução verbal 'deixar de ser' continua sendo um termo fundamental na língua portuguesa, com seu sentido primário de cessação de estado ou condição. Ganha nuances em contextos filosóficos, psicológicos e sociais, referindo-se a mudanças de identidade, fim de paradigmas ou transformações profundas. → ver detalhes
Composto do verbo 'deixar' e da locução prepositiva 'de' seguida do verbo 'ser'.